Uma organização criminosa teria movimentado R$ 146,5 milhões e estaria envolvida no sequestro de um corretor de criptomoedas em 2025.
A Polícia Civil de São Paulo lançou, na última terça-feira (7), uma operação contra suspeitos envolvidos em lavagem de dinheiro através de criptomoedas, que teriam movimentado R$ 146,5 milhões. Além disso, os indivíduos estariam interligados no sequestro de um corretor de ativos digitais no ano anterior.
Com o apoio do Ministério Público de São Paulo, a Operação Criptonita resultou na prisão de quatro pessoas nas cidades de Indaiatuba, Sorocaba e Santa Isabel, no interior do estado, além de Natal, no Rio Grande do Norte. Um quinto suspeito adequadamente detido já havia sido apreendido anteriormente.
Lavagem de dinheiro com criptomoedas
A investigação teve início após o sequestro na capital paulista, onde foi identificada a atuação de uma organização criminosa que se especializou em utilizar criptoativos para esconder a movimentação de valores ilícitos. A vítima é considerada membro do grupo.
- Segundo a apuração, o sequestrado teria desviado pelo menos R$ 70 milhões que pertenciam ao grupo;
- Acusado de comprar criptomoedas para a lavagem do dinheiro, ele foi capturado pelos suspeitos durante um encontro para realizar uma transação com bitcoins em um shopping na cidade de São Paulo (SP);
- Sua esposa, suspeitando do comportamento do marido, acionou a Polícia Militar após rastrear a localização do celular dele;
- Os policiais conseguiram resgatá-lo na cidade de Santa Isabel (SP) e prender os indivíduos que o sequestraram.
A captura dos quatro suspeitos e a análise de seus smartphones forneceram os dados iniciais da investigação, possibilitando a identificação de outros indivíduos envolvidos no esquema. Esses outros alvos foram o foco da Operação Criptonita.
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Durante a operação, foram apreendidos celulares, notebooks, relógios de luxo, veículos de alto padrão, equipamentos possivelmente usados nas transferências de criptomoedas e uma máquina de contar dinheiro. Entre os detidos, há um guarda civil.
Rastreamento das movimentações
Com a realização dos mandados, a investigação segue para as próximas fases. Uma delas consiste em aprofundar o rastreamento dos recursos movimentados pela organização criminosa, conforme o delegado Marcus Vinícius da Silva Reis.
“As investigações evidenciam uma estrutura criminosa que utilizava criptomoedas para ocultar a proveniência ilícita dos fundos e facilitar a movimentação financeira do grupo”, afirmou o titular do 34º Distrito Policial.
O trabalho envolveu 54 policiais civis do Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (Garra) e do Grupo Especial de Reação (GER), além da participação de agentes do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).
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A Polícia Civil também prendeu, na última semana, suspeitos de cometer crimes sexuais no jogo Free Fire.