O Museu Imperial, localizado em Petrópolis (RJ), está realizando um meticuloso trabalho de preservação de 38 cadernetas de viagem que pertenciam ao imperador D. Pedro II. Este conjunto de documentos, reconhecido pela Unesco como patrimônio documental da humanidade, contém registros históricos que ilustram a curiosidade intelectual do monarca, além de oferecer insights sobre as transformações sociais, culturais e tecnológicas do século 19.
Na última quarta-feira (13), representantes do Ministério Público Federal (MPF) visitaram o Museu, que é vinculado ao Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), para observar as etapas do processo de conservação e restauro, que conta com recursos de um acordo entre as instituições.
O projeto abrange ações de higienização, reparo de partes danificadas, encadernação e técnicas específicas para garantir a integridade desses documentos, que sofrem desgaste natural ao longo do tempo. A execução está a cargo da empresa especializada RC Gonçalves Encadernações e Restauro “Obra Rara”, sob a supervisão da equipe técnica do Museu Imperial, no Laboratório de Conservação e Restauração da instituição.
A iniciativa tem um prazo estimado de quatro meses e resultará em um relatório técnico detalhado, que documentará o processo e servirá como referência para futuras práticas de preservação.
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