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MGI visa aumentar a representação de mulheres negras em posições de liderança e decisão, promovendo inclusão e valorização da diversidade nas esferas de poder

O Governo Federal está implementando iniciativas para diversificar e tornar mais representativa a administração pública no Brasil. Por meio do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), políticas afirmativas, concursos com inclusão e programas de formação de lideranças reforçam a participação de mulheres negras no serviço público.

Um destaque dessa mudança é a nomeação de Mychelle Alves Monteiro como diretora do Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Mychelle, servidora pública e formada na 4ª edição do Programa LideraGov, é a primeira mulher negra a ocupar o cargo desde a criação do instituto, em 1970.

“Assumir a direção do INCQS é uma honra imensa, que me faz olhar para trás, reconhecer quem veio antes de mim e, ao mesmo tempo, olhar para frente com responsabilidade”, declarou Mychelle durante sua posse, que coincidiu com o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha em julho.

Natural do subúrbio do Rio de Janeiro e formada em escola pública, Mychelle representa uma nova geração de lideranças no setor público. Para o MGI, sua trajetória deve ser vista como parte de uma realidade ampla e acessível, impulsionada por iniciativas que valorizam a diversidade e inclusão.

Atualmente, dos 573.485 servidores públicos federais, 45,65% (261.800) são mulheres, sendo que 17,66% (101.257) são mulheres negras, conforme dados do Painel Estatístico de Pessoal (PEP). Em junho de 2025, o número de mulheres negras em posições estratégicas foi de 2,5% do total de servidores, o que representa cerca de 14 mil. Em 2022, esse percentual era de 2,3%, indicando um crescimento modesto, mas consistente em direção à maior representatividade.

Desde janeiro de 2023, o MGI intensifica esforços para melhorar essa situação, com ações voltadas ao acesso, permanência e desenvolvimento profissional. O ministério lidera políticas para promover igualdade racial e de gênero na administração pública, participando ativamente do Programa Federal de Ações Afirmativas (PFAA) para grupos historicamente discriminados, incluindo comunidades negras, quilombolas, indígenas, pessoas com deficiência e mulheres.

Entre as mudanças, destaca-se a nova Lei de Cotas (Lei nº 15.142/2025), que estabeleceu uma reserva de 30% de vagas em concursos públicos federais para pessoas negras, indígenas e quilombolas. Essa regra já está em vigor na segunda edição do Concurso Público Nacional Unificado (CPNU 2), com provas agendadas para outubro e dezembro.

O CPNU 2 também introduziu estratégias para aplicar cotas mesmo em cargos com apenas uma vaga, por meio de sorteios temáticos, aumentando o número de cargos que adotam ações afirmativas. Com isso, 35% das vagas têm reserva legal. O concurso recebeu 252.596 inscrições homologadas para cotas destinadas a esses grupos, sendo que 210.882 inscrições correspondem a candidatos negros, totalizando 27,7% dos mais de 760 mil inscritos.

Outra inovação foi a adoção da paridade de gênero na convocação para a prova discursiva, buscando equilibrar a representação de mulheres e homens nas etapas finais, principalmente nas carreiras onde as mulheres enfrentam desafios para avançar, apesar de suas qualificações. As mulheres representam 60% dos inscritos e são maioria em diversas regiões.

“É essencial que o serviço público represente a diversidade do povo brasileiro. Ampliar o acesso e a presença de mulheres negras fortalece a administração pública e gera políticas mais justas e eficazes”, afirma Queila Cândida Ferreira Morais, coordenadora-geral de Concursos e Provimento de Pessoal do MGI.

O MGI também está investindo na formação de lideranças. O Programa LideraGov foi institucionalizado e segue em expansão, fruto de colaborações com a Escola Nacional de Administração Pública (Enap) e o Ministério da Igualdade Racial (MIR). A quarta edição foi voltada para pessoas negras, com 51 participantes, 60% delas mulheres. Essa experiência culminou na publicação do livro “Mulheres Negras no Serviço Público”, reunindo relatos inspiradores.

Em 2025, o programa incluiu 58% de participantes negros e 50% de mulheres, abrangendo 15 unidades da Federação e 29 órgãos. Também foi lançado o livro “Vozes Negras no Serviço Público – Memórias e Narrativas Transatlânticas”, destacando a importância das experiências diversas. O MGI orienta que 30% das posições de liderança no serviço público sejam ocupadas por pessoas negras.

“A diversidade está no centro do que queremos construir no serviço público. Nosso objetivo é formar lideranças que reflitam a realidade do Brasil e que possam, a partir de sua vivência, transformar políticas e entregar resultados com mais empatia e efetividade”, afirma Priscila Aquino, coordenadora do LideraGov no MGI.

Com concursos mais acessíveis, legislação atualizada e programas de liderança, o MGI busca promover uma mudança significativa e contínua no serviço público. Essas ações reaffirmam o compromisso do governo federal com a superação das desigualdades e a valorização de diversas trajetórias e experiências. A inclusão de mulheres negras em posições de decisão não é apenas símbolo de representatividade, mas fundamental para a criação de políticas públicas mais eficazes e alinhadas com a realidade da população brasileira.
Para mais notícias, acesse o Portal Defesa – Agência de Notícias.

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