A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, fez parte da conferência de encerramento do III Simpósio sobre Feminicídios, que ocorreu na Universidade Estadual de Londrina (UEL) entre os dias 27 e 29 de setembro. O evento reuniu pesquisadoras, gestoras públicas, representantes do sistema de Justiça e membros de organizações da sociedade civil, totalizando 46 instituições de 17 estados brasileiros.
Sob o tema “O Estado e a Vida das Mulheres: Entre a Prevenção do Feminicídio e a Construção de Igualdade”, o simpósio proporcionou reflexões sobre o feminicídio, crime que, em 2024, resultou na morte de, em média, quatro mulheres por dia no Brasil. A ministra enfatizou os avanços legais no país, como a Lei Maria da Penha, que completou 19 anos, e destacou a necessidade de engajamento social no combate à violência de gênero. “Quem cuida das mulheres, cuida da sociedade”, afirmou, ressaltando que as mulheres representam mais de 50% da população brasileira, totalizando cerca de 110 milhões.
A reitora da UEL, professora Marta Favaro, elogiou o trabalho da ministra e das participantes do evento, destacando a importância da mobilização coletiva em torno da causa feminina. “É essa energia que dá visibilidade ao compromisso com a causa das mulheres. Meu respeito e agradecimento por estarem aqui”, disse.
A ministra também mencionou sua agenda intensa, incluindo conferências estaduais de políticas para as mulheres. Nesta semana, ela esteve no Amapá, em Minas Gerais e no Pará, onde inaugurou as conferências estaduais. Esses encontros visam preparar o terreno para a 5ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres, que ocorrerá em Brasília de 29 de setembro a 1º de outubro, reunindo delegadas de todo o país para discutir diretrizes e propor políticas públicas voltadas à igualdade de gênero e ao fortalecimento da democracia.
Além da conferência, a ministra teve um encontro com mulheres do movimento de parteiras tradicionais do Brasil, realizado na noite de sexta-feira no campus da UEL. O diálogo reforçou o reconhecimento do trabalho dessas mulheres como essencial para a política de cuidados e garantia de direitos das mulheres brasileiras.
Para mais notícias, acesse o Portal Defesa – Agência de Notícias.