Desafio Polêmico: Candidato de TI Acusado de Ser Norte-Coreano é Convidado a Ofender Kim Jong-un

Desafiado a fazer um insulto ao ditador da Coreia do Norte, o candidato a uma vaga de emprego decidiu abandonar o desafio; o vídeo rapidamente se tornou viral!

Um suposto profissional de TI da Coreia do Norte estava em busca de trabalho em uma empresa americana e foi desafiado a provar que não era oriundo do país asiático durante sua entrevista. O vídeo desse momento virou um verdadeiro sucesso no X (Twitter) esta semana.

Na gravação, o candidato estava participando de uma entrevista para um cargo remoto e conversava com o recrutador através de uma chamada de vídeo. Durante a conversa, ele foi surpreendido por uma pergunta inesperada.

Teste para identificar candidatos falsos

O recrutador, que não aparece na filmagem, mencionou que frequentemente enfrenta situações com norte-coreanos se fazendo passar por profissionais de tecnologia em busca de empregos. Para evitar perder tempo novamente, ele decidiu implementar um teste para o candidato.

  • Logo, ele pergunta ao homem se ele conseguiria insultar o líder supremo da Coreia do Norte, Kim Jong-un;
  • O profissional de RH solicita que o suposto trabalhador de TI se refira ao ditador do país como “porco gordo e feio”;
  • “Você pode dizer isso para mim?”, questiona o entrevistador durante a conversa online;
  • Surpreendido, o candidato demonstra desconforto com o pedido, começando a gaguejar, sem saber como reagir.

Depois de alguns segundos, o impostor finge não compreender a pergunta, que é reiterada pelo entrevistador. À medida que o vídeo avança, a tela do candidato congela de repente e ele deixa a videoconferência.

“Droga, ele realmente não quis dizer isso”, observa o recrutador ao final da gravação, referindo-se ao insulto que foi solicitado e que o candidato optou por evitar.

Punições severas para quem insulta

Insultar Kim Jong-un é um ato ilegal na Coreia do Norte e pode resultar em punições graves para quem o fizer. Por isso, a abordagem usada no vídeo compartilhado no X tem ganhado notoriedade como uma forma de expor cibercriminosos, embora nem sempre seja eficaz.

Nos últimos anos, trabalhadores falsos de TI da Coreia do Norte têm infiltrado empresas ao redor do mundo, atuando remotamente. Ao se passarem por profissionais de outros países, eles costumam usar currículos falsificados para se candidatar.

Trabalhando sob a tutela do governo norte-coreano, esses indivíduos atuam como espiões quando são contratados, roubando informações, dinheiro, implantando malwares e identificando vulnerabilidades. O pagamento recebido é dividido com as autoridades do país.

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