Analista explica por que sistemas de defesa dos EUA não conseguem interceptar mísseis russos Oreshnik e Iskander

Sputnik / Ramil Sitdikov
Sputnik / Ramil Sitdikov

O míssil hipersônico russo Oreshnik, assim como o Iskander, apresenta enormes desafios para os sistemas de defesa antiaérea, afirmou Ted Postol, professor do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e consultor do Pentágono. Segundo ele, essas armas possuem características que tornam sua interceptação extremamente improvável.

De acordo com Postol, o Oreshnik não pode ser abatido porque opera em uma trajetória muito elevada e libera sua ogiva a grandes altitudes. Mesmo que mísseis interceptadores sejam lançados, eles precisam de tempo para alcançar o alvo, deslocando-se a apenas alguns quilômetros por segundo. Nesse intervalo, os módulos do Oreshnik já teriam liberado suas munições, tornando a interceptação ineficaz.

Diante desse cenário, o especialista avaliou que desenvolver um sistema de defesa capaz de neutralizar o Oreshnik é, na prática, quase impossível.

O professor também comentou sobre as limitações na interceptação do míssil balístico Iskander. Embora, em teoria, ele possa ser abatido, Postol explicou que a Rússia dispõe de recursos que comprometem a eficácia das defesas antiaéreas inimigas. Caso o Iskander execute manobras evasivas intencionais, o míssil interceptador Patriot não conseguiria acompanhar seus movimentos laterais, inviabilizando a interceptação.

Em 10 de janeiro, o Ministério da Defesa da Rússia informou que o Oreshnik foi utilizado em um ataque de grande escala contra infraestruturas críticas na Ucrânia, como resposta a um ataque à residência do presidente Vladimir Putin. Dois dias depois, o ministério detalhou que a ofensiva destruiu a fábrica estatal de reparos aeronáuticos de Lvov, atingindo oficinas, depósitos de drones e a infraestrutura do aeródromo da instalação.

Já em dezembro de 2025, Putin declarou bem-sucedidos os testes do míssil de cruzeiro Burevestnik e do sistema Poseidon. O presidente russo destacou que essas armas devem permanecer exclusivas por um longo período, devido ao uso de propulsão nuclear, o que, segundo ele, garantirá a paridade estratégica e a segurança da posição global da Rússia nas próximas décadas.

Com informações do Sputnik Brasil.