A troca de saberes e práticas pedagógicas entre as Escolas Livres de Arte e Cultura representa um momento significativo para o fortalecimento de vínculos na área. Após um encontro realizado em Fortaleza, em maio de 2025, onde 68 instituições se reuniram, as organizações agora avançam para uma nova fase de trabalho, coordenada pela Secretaria de Formação Artística e Cultura, através da Diretoria de Formação Artística e Cultural (Diefa), com foco nas residências artísticas.
A proposta visa levar as experiências e as boas práticas das escolas a diferentes territórios, com ênfase em quatro eixos principais: Projeto Político Pedagógico; Processos e Práticas Pedagógicas; Práticas de Gestão do Projeto; e a transferência de saberes.
Algumas interações já começaram em agosto e, neste mês de setembro, estão previstas mais 39 visitas, totalizando 56 residências em todo o Brasil. A diretora de Educação e Formação Artística do Ministério da Cultura, Mariangela Andrade, destacou que a articulação da rede objetiva promover o intercâmbio de experiências e fomentar novas ações culturais.
Um exemplo prático foi a residência no Instituto Pró-Cidadania (IPC), em Taquara (RS), que ocorreu entre os dias 14 e 21 de agosto, e que serviu como um espaço de aprendizado e troca entre as instituições.
Participantes ressaltaram a importância de fortalecer os territórios através do diálogo e da construção coletiva de políticas culturais. Durante as interações, discutiram temas fundamentais, como a elaboração de Planos Políticos Pedagógicos, enfatizando a relevância da elaboração colaborativa de documentos.
A troca de experiências incluiu reflexões sobre a política cultural do Ceará e a valorização dos mestres da cultura popular. Adriano Bessa, representante da Escola Livre de Lagoa Redonda, e a professora de 84 anos, Maria Elena, compartilharam suas percepções sobre os desafios e a alegria de transmitir conhecimentos às novas gerações.
Estas residências evidenciam o papel da Rede Nacional de Escolas Livres em valorizar metodologias que garantem acesso aos direitos culturais, especialmente em áreas periféricas. Vanessa Sanches, coordenadora-geral do Instituto Pró-Cidadania, ressaltou a importância do aprendizado mútuo e dos laços criados durante o evento.
As primeiras visitas das Escolas Livres ocorreram em agosto, com a Escola Grêmio Recreativo Cultural Jardim das Palmeiras (SC), e diversas outras entidades se envolveram, interagindo em um espaço de solidariedade e aprendizado coletivo.
As Escolas Livres de Arte e Cultura, selecionadas em 2023 pelo Ministério da Cultura, atuam no desenvolvimento de tecnologias socioculturais e educativas, promovendo cidadania de maneira colaborativa e impactando as comunidades em que estão inseridas. Com ações diversificadas, as 68 instituições participantes da rede buscam fomentar políticas públicas e fortalecer suas práticas artísticas e culturais.
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