A Guarda Revolucionária do Irã adverte que a retaliação pode deixar aliados americanos na região do Oriente Médio sem recursos energéticos por um longo período.
A Guarda Revolucionária do Irã (IRGC) aumentou a tensão com os Estados Unidos nesta terça-feira (7), ao ameaçar atacar a infraestrutura energética do país e de seus aliados no Oriente Médio sem restrições, colocando outros setores em risco. O alerta foi compartilhado em canais do Telegram.
Segundo a entidade paramilitar, a ofensiva poderá deixar os alvos sem acesso a petróleo e gás “por muitos anos”. A IRGC fez essa promessa caso a Casa Branca continue com as ameaças proferidas pelo presidente Donald Trump.
Empresas de tecnologia estão entre os alvos
No seu perfil na plataforma Truth Social, Trump insinuou que um evento relevante está prestes a ocorrer, referindo-se ao confronto com o Irã. Citando a liderança de novos indivíduos no país do Oriente Médio, ele destacou uma mensagem de alerta.
- “Uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais ressuscitar. Eu não quero que isso aconteça, mas provavelmente poderá ocorrer”, escreveu o republicano;
- Após essa declaração, o Irã suspendeu as negociações de cessar-fogo que estavam sendo feitas de forma indireta, além de divulgar o aviso da Guarda Revolucionária;
- “Anunciamos o término de todas as restrições de direcionamento. Atacaremos a infraestrutura com o objetivo de privar os Estados Unidos e os países da região de recursos de petróleo e gás por muitos anos”, afirmou o comunicado da IRGC;
- O grupo também declarou que as instruções de ataque já foram enviadas a todas as bases de mísseis, que estão prontas para ação.
Um dia antes, os militares iranianos indicaram o Stargate UAE, um data center de IA da OpenAI nos Emirados Árabes Unidos, como um possível alvo. Além do complexo bilionário responsável pelo ChatGPT, diversas instalações de empresas americanas foram ameaçadas nas últimas semanas.
Vazamento do Claude Code é utilizado para disseminar versão modificada com vírus.
Em março, 18 organizações americanas com operações no Oriente Médio foram alertadas de que estavam na lista para retaliações devido a ataques realizados pelo Irã. Agora, com o fim das restrições, outras também podem se tornar alvos.
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