Turma de 2020 do Forma Pará já tem data para prova e início dos cursos.

Lançado em agosto de 2019, o Programa Forma Pará deve realizar em abril as provas da segunda etapa do projeto que visa, em articulação com universidades públicas, a interiorização do Ensino Superior no Estado. Previstos para ocorrer em dezembro, os exames foram adiados por causa da pandemia do novo coronavírus. Os cursos da turma de 2020 devem começar entre junho e agosto, e a chamada para as turmas de 2021 está prevista para maio.

Ofertado pela Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Educação Superior, Profissional e Tecnológica (Sectet), o Forma Pará possibilita a união entre Governo, Instituições de Ensino Superior Públicas, prefeituras e associações Municipais no intuito de expandir a oferta de vagas dos cursos de graduação (bacharelado, licenciatura e tecnológica) nos municípios onde não há polos de tais instituições públicas ou onde não exista a oferta de determinado curso, porém haja demanda para tal.

Segundo a adjunta da pasta, Edilza Fontes, somente a Universidade Federal do Pará (UFPA) não participa das chamadas de 2020 e 2021, alegando dificuldades em abrir turmas fora de sede por causa da crise sanitária. “Mas estamos com outras universidades públicas de excelência, e o planejamento é realizar a prova em abril, em data acordada com as instituições e prefeituras, e acreditamos que até lá a vacinação terá alcançado boa parte da população”, avalia a gestora.

Para a moradora de Salinas, Martha Vieira, de 39 anos, o Forma Pará realizou um sonho antigo, que era se graduar em História. O curso é ofertado em São João de Pirabas pelo programa e realizado pela UFPA. “Cursar História em uma universidade pública sempre foi um sonho, porém com a maternidade e o trabalho, ficou complicado. Uma graduação de humanas do nível da UFPA em nossa região é maravilhoso, modifica a forma de pensar e perceber nossa realidade. Jamais pensei que poderia cursar bem próximo à cidade em que resido, se fosse em outro campus (Bragança ou Ananindeua) eu não poderia, devido ao meu trabalho”, relata. 

Em dois anos de governo, a iniciativa já ofertou duas mil vagas de cursos superiores em todas as regiões de integração do Estado. A meta é que, nos próximos dois anos, mais duas mil sejam disponibilizadas. “Entendemos que esse programa é importante para abrir oportunidade de geração de emprego. Ciência e tecnologia são o caminho para isso. Reconhecemos que é pouco diante do déficit, mas é muito diante do que já foi feito”, afirma o titular da Sectet, Carlos Maneschy.  

Ele lembra ainda que a disposição deste governo em investir em recursos humanos não se encerra no programa Forma Pará. “Vamos abrir uma janela de oportunidades que serão consequência da aprovação da Lei 133, de destinação da Cfem para atividade de ciência, tecnologia e inovação e formação de recursos humanos”, ressaltou. 

Nesta fase do projeto, são ofertadas 995 vagas em 15 cursos, distribuídos em 18 municípios do Pará e dois distritos da capital: Administração (Abel Figueiredo);

– Ciências Contábeis (Bom Jesus do Tocantins);

– Pedagogia (Itupiranga);

– Psicologia (Jacundá);

– Zootecnia (Ourilândia do Norte);

– Medicina Veterinária (Piçarra);

– Engenharia Florestal (Tailândia);

– Rede de Computadores (Dom Eliseu);

– História (Marituba);

– Física (Muaná);

– Ciências Biológicas (Novo Repartimento);

– Agronomia (Cachoeira do Piriá, Rurópolis, Goianésia, Mocajuba e Ourém);

– Engenharia Ambiental e Sanitária (Novo Progresso);

– Gastronomia (Salinópolis e Icoaraci);

– Rede de computadores em Mosqueiro, único em que a seleção dos candidatos será realizada por meio do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem 2020).



Fonte: Agência Pará de Notícias