Três ídolos do Timão marcavam seus últimos gols pelo clube em um dia 10 de junho


O dia 10 de junho marca a data em que três dos maiores ídolos da história do Corinthians marcaram seus últimos gols pelo clube. Curiosamente, os icônicos Zé Maria, Sócrates e Marcelinho Carioca balançaram as redes em uma mesma data em anos diferentes, e fariam a Fiel comemorar pela última vez gols com seus nomes.

O primeiro deles foi o Super Zé, lateral-direito do Corinthians e da Seleção Brasileira. Nascido em 18 de maio de 1949, ele chegou ao Timão em 1970. Pelo clube, tornou-se ídolo pela sua raça e vigor físico. Disputou a Copa do Mundo de 1974 e, por lesão, foi cortado do Mundial de 1978. Um ano antes, deu o cruzamento que resultou no gol de Basílio, que decretou o fim da fila sem títulos em 13 de outubro de 1977. Na final do Paulistão de 1979, permaneceu em campo após sofrer um corte no supercílio, em imagem que se tornou histórica.

Zé Maria permaneceu no Alvinegro até 1983, quando abandonou a carreira de atleta de futebol e tornou-se técnico. No período, realizou 598 jogos e anotou 17 gols. O primeiro deles em uma vitória sobre a Portuguesa em abril de 1972. E o último foi pouco mais de dez anos depois, em 10 de junho de 1982, quando anotou o tento da vitória sobre o Suzano em um amistoso que terminou 1 a 0, fora de casa.

Sócrates, por sua vez, além de marcar seu último gol, vestia pela última vez a camisa alvinegra. Em 10 de junho de 1984, o Timão enfrentava o Santos, da Jamaica, em jogo amistoso ocorrido no Estádio Nacional de Kingston, capital do país caribenho. Apesar do resultado de 2 a 1 para os adversários, o duelo marcou a despedida do camisa 8 e também o seu último gol marcado.  

Nascido em Belém (PA), Sócrates cresceu em Ribeirão Preto, no interior paulista, onde desenvolveu o seu futebol e, mais tarde, se formou em medicina, pela USP, o que motivou seu apelido. Já como atleta profissional, Doutor teve papel importante nas ações das Diretas Já, em 1980, em busca de eleições diretas para a Presidência da República do Brasil. 

Magrão foi um dos idealizadores do movimento histórico que ficou conhecido como “Democracia Corinthiana”. Além dos 297 jogos disputados e 172 gols feitos, o ex-jogador venceu por três vezes o Campeonato Paulista, nas edições 1979, 1982 e 1983 – todos junto com Zé Maria. Em um domingo, dia 4 de dezembro de 2011, Sócrates faleceu em São Paulo – SP aos 57 anos. E como sua vontade, morreu em um dia em que o clube foi campeão: mais tarde naquele dia, o Coringão era campeão brasileiro ao empatar um Derby em 0 a 0.

Já Marcelinho faria seu último de seus 206 gols pelo Timão em 10 de junho de 2001. Na ocasião, o Timão disputava a final da Copa do Brasil daquele ano, contra o Grêmio, e ele contribuiu para o empate em 2 a 2 no estádio Olímpico, em Porto Alegre. Dois jogos depois, encerraria sua segunda passagem pelo clube.

Marcelinho Carioca ficou assim popularizado no Timão pois dividia o nome com Marcelinho Paulista quando desembarcou no Parque São Jorge, em 1994. Em sua primeira passagem, ficou no clube até 1997, voltando em 1998. Depois de sair muito vitorioso em 2001, retornou em 2006 para uma curta passagem onde realizou cinco jogos. E em 2010, se despediu do clube em um amistoso contra o Huracán (ARG).

O segundo Pé-de-anjo da história alvinegra era, até 2018, o maior vencedor da história do clube. Em 433 jogos, levantou oito taças: os Campeonatos Paulistas de 1995, 1997, 1999 e 2001; a Copa do Brasil de 1995; os Brasileiros de 1998 e 1999; e o Mundial de Clubes de 2000. Foi ultrapassado por Cássio em 2019 – o goleiro chegou ao seu nono título ao vencer o estadual neste ano.




Tags: Notícias, Futebol, Especiais

Categoria(s): Futebol, Especiais

Fonte: Corinthians