Startup alemã cria turbinas eólicas autônomas

Créditos: Fast Company

A startup alemã Kitekraft está desenvolvendo turbinas eólicas autônomas, que, segundo a empresa, requerem cerca de 10 vezes menos materiais para funcionarem do que as turbinas eólicas tradicionais. A empresa anunciou, nesta semana, que realizou testes bem-sucedidos e descreveu esse avanço no ramo da energia eólica como um marco importante.

Segundo a companhia, as novas turbinas eólicas autônomas desenvolvidas por sua equipe podem gerar energia por aproximadamente metade do custo exigido pelas turbinas eólicas tradicionalmente utilizadas para a geração de energia.

Em seu site, a Kitekraft explica que uma menor necessidade de materiais para a nova turbina significa que é completamente possível e viável reduzir os custos da energia gerada por ela, em aproximadamente metade do valor que os parques eólicos tradicionais gastam. O menor uso de materiais pela turbina autônoma é explicado pelo fato de que ela utilizar uma espécie de corda ao invés de uma enorme torre para que possa funcionar.

Além disso, as consequências para o meio ambiente geradas pela nova turbina eólica também são menores do que as produzidas pelas turbinas eólicas tradicionais, conforme um estudo realizado pela empresa. Isso ocorre em razão de que grandes torres de turbinas eólicas são normalmente transportadas por rodovias, o que inevitavelmente expõe a natureza a altas taxas de CO2.

Para a criação deste equipamento inovador, a equipe de pesquisadores da Kitekraft desenvolveu uma aeronave híbrida autônoma movida por oito pequenos rotores. É através destes dispositivos que a turbina gera energia. Dessa maneira, a energia produzida pela aeronave é enviada por uma espécie de corda até uma estação terrestre conectada a esta rede.

Os criadores por trás da Kitekraft afirmaram que este protótipo é capaz de gerar a mesma quantidade de energia que as grandes turbinas eólicas usadas tradicionalmente, com a vantagem de que necessitam de uma infraestrutura mais básica.

No entanto, tendo em vista que as novas turbinas ainda estão em sua fase de protótipo, a empresa segue em busca de novos avanços no desenvolvimento do projeto, com a missão de completar o processo de criação do equipamento.

Um dos co-fundadores da Kitekfraft, Max Isensee, disse que a empresa está dando passos em direção ao design do produto final.  A conclusão do projeto dependerá de inúmeros testes, que irão checar a capacidade das turbinas, possibilitando aos criadores descobrirem quais melhorias ainda poderão ser feitas no projeto.

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