Rússia afirma ter obtido sucesso no lançamento de seu novo míssil hipersônico

Créditos: Poder Naval

Pela primeira vez em muitos anos, os Estados Unidos podem ter dado início a um processo de recuperação de seu atraso no desenvolvimento de tecnologias de defesa, e a razão por trás desta motivação está no lançamento de sucesso de um míssil hipersônico da Rússia.

A Rússia anunciou recentemente que o lançamento de seu novo míssil hipersônico, o 3M22 Zircon, também chamado de Tsirkon, que foi feito a partir de um submarino nuclear, teve sucesso.

A expressão “hipersônico” normalmente se refere a embarcações capazes de viajar a uma velocidade igual ou superior a uma velocidade que recebe o nome de Mach 5, que equivale a cinco vezes a velocidade do som, de 343 metros por segundo.

O míssil hipersônico Zircon, lançado pela Rússia, faz parte do que o país está chamando de sua nova geração de armas hipersônicas. Em um discurso feito na Assembleia Federal Russa, em 20 de fevereiro de 2019, o presidente russo Vladimir Putin já havia comentado sobre o novo míssil, que ainda estava em fase de criação. Em sua declaração, Putin disse que o míssil Zircon era capaz de chegar até a velocidade Mach 9, ou seja, nove vezes a velocidade do som, resultando em cerca de 11.024 km/h.

O comprimento total de Zircon é estimado entre 10 a 11 metros e seu peso está entre 300 e 400 quilogramas. Além disso, o grupo de engenheiros que o criou afirma que qualquer objeto viajando a velocidades acima da Mach 6 será capaz de transmitir uma quantidade de energia que pode ser considerada devastadora ao seu alvo.

O Zircon foi projetado para atingir alvos navais e terrestres e tem um alcance estimado de cerca de 1.000 quilômetros. Além disso, ele possui dois estágios, sendo o primeiro deles a base de motores movidos por combustível, que aceleram o equipamento a velocidades supersônicas, enquanto um motor do tipo “scramjet” realiza esse trabalho durante seu segundo estágio.

Putin descreveu o míssil Zircon como sendo realmente incomparável em qualquer outro lugar do mundo e que é “imparável” pelas forças de defesa do Ocidente.

O teste da nova tecnologia utilizada pela Rússia em seu míssil deixa claro que as armas hipersônicas podem ser capazes de driblar o escudo de defesa antimísseis de países como os Estados Unidos, porque voam tão rápido que a pressão do ar à sua frente forma uma nuvem de plasma que absorve ondas de rádio, o que, por sua vez, deixa a arma praticamente invisível aos sistemas de radar das forças de defesa.

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