Roteiro pela vida, invenções e prêmios de Santos-Dumont

Há 148 anos, no dia 20 de julho de 1873, em Minas Gerais (MG), no sítio de Cabangu, nascia Alberto Santos-Dumont. A infância foi na fazenda, familiarizando-se com as máquinas de preparo dos grãos de café e com as locomotivas que facilitavam o transporte da produção, uma inovação introduzida no Brasil por seu pai, Henrique Dumont.

O trabalho do mineiro, no campo da Aeronáutica, é considerado de expressiva criatividade. Inventor do primeiro motor a explosão útil na aerostação e do motor de cilindros opostos, também criou o uso de materiais, até então ignorados, como o relógio de pulso prático, entre outras contribuições.

Dumont viveu em Paris entre 1898 e 1910, época em que a Europa, sobretudo a França, vivia uma efervescência nas áreas cultural e científica. A herança deixada pelo pai, Henrique Dumont, permitiu a ele usar sua criatividade não só para construir balões e aviões, mas também para vestir-se bem e frequentar a alta sociedade parisiense. Os trajes do inventor, sempre alinhados com seus ternos riscas-de-giz, colarinho alto, sapatos com salto e chapéu com aba abaixada, tornavam-no facilmente reconhecido por onde passava.

Dumont também foi um gênio inventivo: em uma recepção no restaurante Maxim’s – o seu preferido no dia a dia – em 1904, com o amigo Louis Cartier, dono de uma das mais importantes fábricas de relógio, comentou que, em voo, era difícil pegar o relógio para cronometrar o tempo. Cartier produziu um modelo sofisticado que despertou o interesse da sociedade por ser usado por uma personalidade do porte de Dumont. Assim, criou o relógio “modelo Santos”.

Pai da Aviação e Patrono da Aeronáutica Brasileira

Quando construiu o dirigível nº 9, o Balladeuse, ele o estacionava diante de seu apartamento, na esquina da Rua Washington com a tradicional Avenida dos Champs Elysées, para tomar um café em casa, enquanto a multidão parava para aplaudir. Ou o usava para ir almoçar no Restaurante La Cascade, próximo a Longchamps, um dos seus restaurantes preferidos.

O Hotel Trocadero ficou conhecido pelo grave acidente que Dumont sofreu, onde acabou pendurado na cesta do dirigível. Com a ajuda de bombeiros, ele escapou sem ferimentos. Em 22 dias, no entanto, construiu um novo dirigível, o número 6, e, depois de realizar testes e sofrer novos acidentes, conseguiu, em 19 de outubro de 1901, realizar o voo em torno da Torre Eiffel. Finalmente venceu o Prêmio Deutsch. Com esse feito, Santos-Dumont provou que o homem podia controlar o seu deslocamento pelos ares, tornando-se o aviador brasileiro que conseguiu confirmar a dirigibilidade dos balões.

O “14 BIS”, com capacidade de um tripulante, o mais célebre avião de Santos-Dumont, efetuou dois voos. No primeiro, em 23 de outubro de 1906, voou no Campo de Bagatelle, em Paris, por pouco mais de 60 metros de distância, a três metros de altura. Com isso, Santos Dumont ganhou a “Coupe d’Archdeacon” no primeiro voo controlado oficialmente com um aparelho mais pesado do que o ar. No segundo voo do 14 BIS, em 12 de novembro de 1906, também em Bagatelle, o brasileiro conseguiu voar 220 metros.

Após uma série de estudos, testes e conquistas, Santos-Dumont faleceu em 23 de julho de 1932, aos 59 anos de idade. 

Exposição

A história desse ilustre brasileiro pode ser conferida no “Espaço Santos-Dumont”, por meio de painéis expostos no corredor que liga o edifício principal do Comando da Aeronáutica ao prédio anexo, em Brasília (DF). A homenagem pode ser acessada por meio virtual pelo Meu Tour 360.

Acesse também o álbum do FLICKR, com uma coletânea de diversas fotos, clicando aqui.

 

Foto: Arquivo FAB



Fonte: Força Aérea Brasileira.

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