Prefeitura avalia novas soluções para destino do lixo orgânico e da construção

Na busca por novas soluções para incrementar melhorias na destinação dos resíduos sólidos urbanos e da construção civil, o prefeito de Caxias do Sul, Adiló Didomenico, visitou empresas que já oferecem alternativas concretas e em operação. A Veiga, com sede em Novo Hamburgo, desenvolveu processo biomecânico para reduzir drasticamente a destinação do lixo orgânico ao aterro sanitário. Já a SBR, em Canoas, tem sistema para reaproveitamento do entulho da construção civil. “Nas duas empresas vislumbramos alternativas capazes de resolver problemas ambientais crônicos e críticos que a cidade tem. Vamos, agora, avaliar com as secretarias envolvidas as formas legais e práticas, além do aspecto econômico, para encaminhar a consolidação destas propostas”, afirmou.

O prefeito esteve acompanhado da vice-prefeita Paula Ioris, dos secretários João Osório Martins, do Meio Ambiente, e das Obras, Norberto Soletti, e da presidente da Companhia de Desenvolvimento de Caxias (Codeca), Helen Machado. Ainda participaram o diretor executivo do Meio Ambiente, Henrique Koch, e a supervisora de Recursos Humanos e Qualidade da Codeca, Raquel Puhl.

A Veiga desenvolveu e patenteou tecnologia que faz o reaproveitamento integral do resíduo sólido urbano. A maior parte é transformada em massa termoplástica para a produção de diferentes itens. Dentre eles, tubos para esgoto, grelhas para bocas de lobo, placas de sinalização, tijolos, telhas e, até mesmo, contêineres, atualmente feitos, em sua maioria, com material de elevado valor comercial, o que incentiva furtos frequentes. A fração orgânica, parte não transformada em massa termoplástica, é indicada para geração de gás e energia e compostagem.

Na próxima semana, gestores da empresa deverão ter encontro com lideranças regionais para expor o processo. A iniciativa de propor a apresentação foi do prefeito Adiló Didomenico que defende uma solução regional, aproveitando recente convênio assinado por prefeituras com a Universidade de Caxias do Sul para estudos sobre alternativas para os resíduos sólidos urbanos. “Hoje, estamos enterrando dinheiro”, destacou o prefeito, ao lembrar que conheceu, em viagens internas e externas, várias propostas que não avançaram por questões econômicas ou inviabilidade tecnológica e comercial.

A Veiga, por sua vez, colocará em funcionamento, no mês de janeiro de 2022, um equipamento na cidade de São Bento do Sul, em Santa Catarina. A capacidade de processamento será de 100 toneladas diárias. Caxias produz 450 toneladas ao dia. O atendimento da demanda é feito por meio da instalação de módulos.

Já a SBR é prestadora de serviços em vários municípios brasileiros para o reaproveitamento de resíduos da construção civil. Em Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre, o grupo opera uma usina desde 2019, que recebe conteúdos coletados por empresas de caçambas, e os transforma em areia, pedra e concreto, que podem ser usados na produção de bancos, calçadas, concreto drenante, cascalho e brita, dentre outros materiais empregados em obras públicas das prefeituras. Atualmente, parte considerável dos entulhos da construção civil é encontrada em estradas do interior e lixões urbanos. “Teremos a oportunidade de acabar com o destino ilegal deste material e gerar economia ao Município com a transformação em cascalho e brita, insumos de grande demanda no setor de obras e que estão em falta no mercado. Será importante reforço ao trabalho que já executamos com o britador”, avaliou o prefeito.

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Foto por João Pedro Bressan

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Fonte: Prefeitura Municipal de Caxias do Sul.

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