Pesquisadores descobrem nova forma de detectar câncer pancreático em seu estágio inicial

Créditos: Biotech Spain

Uma startup especializada na área de biotecnologia, chamada Hirotsu Bio Science, com sede no Japão, desenvolveu uma nova pesquisa que tornou possível a criação de um método para descobrir o câncer de pâncreas em seu estágio inicial.

O novo método utilizado pelos pesquisadores, o qual utiliza vermes geneticamente modificados para detectar a presença de sinais precoces de câncer pancreático a partir de apenas uma gota de urina do paciente, passou por testes recentemente e teve sua eficácia comprovada.

O avanço tecnológico nesta área foi capaz de permitir uma inovação como esta para o ramo de pesquisas para combater o câncer, o que é considerado de grande importância, uma vez que o câncer pancreático geralmente é descoberto apenas depois de se espalhar, em uma fase em que as opções de tratamento são limitadas. Isso significa que, com o novo teste, que pode ser considerado completamente preciso e confiável, segundo os pesquisadores, os pacientes com esta doença poderão ser diagnosticados o quanto antes, dando início a seu tratamento ainda durante a fase inicial da doença.

Takaaki Hirotsu, CEO da empresa Hirotsu Bio Science, foi o líder da pesquisa que levou ao desenvolvimento do método de detecção, o qual utiliza um verme cientificamente conhecido como Caenorhabditis elegans.

A primeira pesquisa foi realizada no ano de 2015, no entanto, até a descoberta mais recente, realizada neste mês, a equipe de cientistas não era capaz de identificar formas específicas de câncer, o que mudou com os novos avanços feitos pela companhia.

De acordo com um estudo recente publicado no jornal Oncotarget, a empresa examinou as células responsáveis pelo olfato destes vermes e descobriu um gene que reage apenas à urina de pacientes com câncer de pâncreas. Na verdade, quando esse gene está desativado, as lombrigas são atraídas pela urina de pessoas com câncer de pulmão, estômago e outros, mas não pela urina de pessoas com câncer de pâncreas, conforme explicado pela equipe de cientistas no artigo científico recentemente publicado.

A partir dessa descoberta, os pesquisadores puderam realizar testes e comprovaram que estes vermes foram capazes de reconhecer com sucesso todas as 22 amostras de urina de pacientes com câncer de pâncreas, incluindo aqueles que estavam com a doença ainda em seu estágio inicial.

Embora o novo método ofereça 100% de segurança a todos os pacientes, os pesquisadores afirmaram que ele ainda precisa passar por alguns testes, entretanto, a equipe está confiante de que este será um grande passo no avanço das pesquisas de combate ao câncer.

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