NASA afirma que Estados Unidos precisará de aeronaves movidas por energia nuclear

Créditos: NASA

A Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço (NASA) afirmou que, para que os Estados Unidos sejam capazes de competir com a tecnologia espacial da China, será necessário que o país desenvolva uma espaçonave movida a energia nuclear

Na “nova corrida espacial”, os EUA, sem dúvidas, possuem muitos concorrentes, no entanto, a China é a que mais tem causado preocupações para a agência espacial americana nos últimos dias. Tais preocupações levaram os especialistas aeroespaciais do país a se unirem à NASA na última quarta-feira (22), em um pedido para que o Congresso aumente os investimentos para estimular a criação de espaçonaves movidas por energia nuclear.

Esse pedido foi feito com esperança de manter a liderança dos Estados Unidos no que diz respeito à tecnologia espacial atual. A agência espacial dos Estados Unidos acredita que uma espaçonave movida por energia nuclear, isto é, por foguete nuclear térmico, poderia chegar a Marte dentro do período de somente três a quatro meses.

Essa estimativa indica que os astronautas americanos seriam capazes de visitar o planeta vermelho utilizando apenas a metade do tempo exigido pelos foguetes tradicionalmente utilizados.

A preocupação com os concorrentes da nova corrida espacial foi ressaltada pelo conselheiro da NASA, Bhavya Lal, que, durante a audiência do comitê do Congresso, disse: “Concorrentes estratégicos, incluindo a China, estão investindo agressivamente em uma ampla gama de tecnologias espaciais, incluindo energia nuclear e propulsão. Os Estados Unidos precisam se mover em um ritmo rápido para se manterem competitivos e permanecerem como o país líder na comunidade espacial global”.

A fala do secretário foi feita logo após a China ter testado com sucesso um novo foguete que poderá ser usado no futuro para lançar armas nucleares em uma velocidade supersônica. Além disso, alguns outros avanços tecnológicos no ramo espacial alcançados pela China durante o último ano foram levados em conta, tais como o acordo que fechou com a Rússia para instalar uma base na superfície da lua.

Don Beyer, presidente do comitê, também se manifestou sobre a necessidade de investimento na tecnologia de aeronaves movidas por energia nuclear: “O Congresso priorizou o desenvolvimento da propulsão espacial nuclear nos últimos anos, direcionando cerca de milhões de dólares anuais para que a NASA desenvolva avanços nas capacidades de propulsão nuclear com o objetivo de conduzir um futuro teste de voo espacial”, se referindo a um valor que, segundo a NASA, ainda não é capaz de cobrir os gastos ligados aos estudos desta tecnologia.

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