MPF atua para evitar conflito na Terra Indígena Alto Rio Guamá

Indígenas

14 de Setembro de 2021 às 18h20

MPF atua para evitar conflito na Terra Indígena Alto Rio Guamá

PF e MPPA foram contatados com solicitação de providências para atuação preventiva

Arte com destaque para a palavra indígena, em cor branca e tamanho grande ao centro da imagem. Ao fundo, manchas verdes escuras e pretas.


Arte: Ascom MPF

O Ministério Público Federal (MPF) vem atuando para evitar conflito entre não indígenas e indígenas na Terra Indígena Alto Rio Guamá (Tiarg), no nordeste do Pará. A atuação vem ocorrendo desde a noite desta segunda-feira (13), quando uma mulher morreu na área.

A Polícia Federal (PF) e a promotoria de Justiça de Garrafão do Norte, que responde pelo município de Nova Esperança do Piriá, foram contatados pelo MPF. À PF foi solicitada averiguação do local e atuação para que o conflito seja evitado.

Ao Ministério Público do Estado (MPPA) o MPF solicitou que a Polícia Militar fosse acionada também para evitar o conflito e que a Polícia Civil fosse informada sobre a morte ocorrida.

DetalhesEm nota, a Federação dos Povos Indígenas do Pará (Fepipa) esclareceu que, por volta das 19 horas desta segunda-feira, um grupo de 30 indígenas Tembé que fazem o papel de proteção do território recebeu informações de invasão de madeireiros e adentrou a floresta fechada em busca de vestígios, no interior da Tiarg, a 12 quilômetros da Vila do Cristal, no município de Viseu, às margens do rio Piriá.

Os indígenas encontraram várias toras de madeira dentro da reserva, além de um trator e um caminhão, que foram queimados, informa a Fepipa. “Neste momento, os indígenas distinguiram pelo som do motor que um barco se aproximava. Enquanto abordavam o barco, perceberam que o condutor portava uma espingarda. Os indígenas pediram que ele baixasse a arma. Houve uma pequena confusão e, no calor e na escuridão da situação, uma mulher, que acompanhava o condutor, foi atingida chegando a óbito no local”, registra o comunicado.

A Fepipa complementa as informações com dados sobre as invasões recorrentes da Tiarg por décadas e o total descaso das autoridades em cumprir a obrigação da retirada de não indígenas da área.

Por fim, a nota registra que o povo Tembé-Tenetehar sente muito pelo ocorrido e espera que o poder público, das esferas federal, estadual e municipal, cumpra o seu papel e acompanhe de perto a questão, gerenciando a situação de forma justa.

 



Fonte: Ministério Público Federal

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