Interfaces cérebro-computador representam o futuro das tecnologias de acessibilidade

Créditos: Jornal Opção

As chamadas interfaces cérebro-computador têm evoluído cada vez mais ao longo dos anos e, por essa razão, podem se tornar grandes aliadas para possibilitar o acesso de pessoas com paralisa à tecnologia, se tornando uma das formas de tecnologia mais promissoras.

Como muitos sabem, os músculos de pessoas que possuem paralisia não reagem aos sinais emitidos pelo cérebro. Dessa forma, a criação de tecnologias que promovam a acessibilidade é essencial para a vida destas pessoas. É por isso que muitos cientistas estão trabalhando em novas tecnologias com foco neste objetivo.

Essas interfaces cérebro-computador, também chamadas de ICC, são uma das inovações mais promissoras neste campo da tecnologia de acessibilidade. Por meio de eletrodos, tais interfaces podem ler e traduzir sinais cerebrais que emitem comandos para um dispositivo de saída que, por sua vez, realizará o que o usuário deseja.

Dessa maneira, pessoas com que possuem restrições em suas funções motoras podem utilizar próteses robóticas ou até mesmo usar computadores com a própria mente.

O cérebro usa os neurônios para transportar as mensagens. Assim, a cada pensamento que um ser humano tem, pequenos sinais elétricos são transportados de neurônio para neurônio. Esses sinais podem ser detectados usando eletrodos ou um dispositivo chamado EEG, que medem as pequenas diferenças de voltagem entre os neurônios.

São essas diferenças a razão pela qual é possível controlar um computador utilizando apenas o cérebro, uma vez que elas são interpretadas por um algoritmo de um computador e podem ser usadas para reproduzir os comandos desejados pelos usuários em relação a computadores ou próteses.

Atualmente existem vários métodos usados ​​para coletar sinais elétricos do cérebro e transmiti-los às máquinas, no entanto, algumas técnicas específicas estão sendo pesquisadas por diferentes empresas deste ramo da engenharia. É o caso da Neuralink, cujo CEO é o famoso empresário Elon Musk.

Sua companhia tem como objetivo criar um sistema de interface cérebro-computador revolucionário, que não faça uso de fios, tornando-o mais prático para seus usuários. Esta empresa é uma das mais famosas companhias de engenharia neural da atualidade e seu novo projeto envolve um sistema de ICC que conecte cérebros e computadores via Bluetooth.

O novo dispositivo desenvolvido pela companhia, que ainda está em fase de criação, será chamado de Link VO.9. Ele será um chip implantável, do tamanho aproximado de uma moeda, contendo um total de 1024 eletrodos que registrarão a atividade neural de seus usuários, sendo auxiliados por fios microscópicos. Este dispositivo será, sem dúvidas, um grande avanço no sistema de interfaces cérebro-computador, permitindo uma maior praticidade para usuários que dependem desse tipo de tecnologia de acessibilidade em seu dia a dia.

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