InfoDengue e LabJaca monitoram enfermidade no Jacarezinho

Pesquisadores da Fiocruz e da Fundação Getúlio Vargas (FGV) que compõem o InfoDengue uniram-se ao LabJaca para ampliar ações contra a dengue na favela do Jacarezinho, no Rio de Janeiro (RJ). O objetivo é avaliar a evolução da atividade da dengue no local nos últimos três anos com os dados da Prefeitura e do Estado do Rio de Janeiro e confrontá-los com o momento atual. A iniciativa também conta com a parceria da Clínica da família Anthidio Dias da Silveira, que atende boa parte da comunidade. 

O projeto LabJaca é formado 100% por jovens negros e tem o audiovisual como carro chefe para a divulgação científica de dados e a potencialização das narrativas faveladas e periféricas, tornando a pesquisa acessível para a população. Além da parceria para o levantamento de dados sobre a dengue, os pesquisadores das instituições estão auxiliando na capacitação técnica do LabJaca para a elaboração de mapas interativos a partir dos dados obtidos, entre outras ações.

“Em parceria com o InfoDengue, programa de pesquisa da Fiocruz e da FGV, vamos mapear o cenário da dengue em regiões da favela do Jacarezinho. É uma doença sazonal, ligada ao verão, e que não está sendo apontada de forma expressiva nos dados oficiais do Estado”, destaca Mariana de Paula, gestora financeira e de operações no LabJaca e uma das responsáveis pela pesquisa sobre a dengue no Jacarezinho.

O laboratório de narrativas do Jacarezinho surgiu a partir da pandemia de Covid-19, na campanha Jaca contra o Corona, por meio da geração cidadã de dados realizada em parceria com os moradores, traçando ações que representem as reais demandas para o desenvolvimento local. Através de um formulário de perguntas, serão identificados os casos suspeitos de dengue, uma vez que a confirmação não é possível sem a realização do exame. 

O InfoDengue é um dos subprojetos que compõem o Vigiarbo do Ministério da Saúde, que reúne estratégias integradas para vigilância, controle e prevenção das arboviroses no Brasil. A finalidade é integrar as principais iniciativas de controle ao mosquito Aedes aegypti, com ênfase nas inovações tecnológicas promissoras. Entre os principais resultados do projeto, o Ministério da Saúde aponta o potencial de alerta antecipado, forte correlação da atividade do Twitter com o número de casos notificados localmente e o fato de ser um recurso de vigilância complementar passivo, gratuito e a baixo custo.

Fonte: Fundação Oswaldo Cruz