IAE conclui com sucesso a Operação Santa Maria 1/2021 no CLA.

Foi realizada, com sucesso, pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), a Operação Santa Maria 1/2021 – 2ª Fase, entre os dias 27 de maio e 18 de junho de 2021, no Centro de Lançamentos de Alcântara (CLA). Ambas organizações militares são subordinadas ao Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) e participam ativamente do Programa Espacial Brasileiro (PEB).

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A Operação, que faz parte do escopo de desenvolvimento do Projeto do Veículo Lançador de Microssatélites (VLM-1), teve como objetivo principal a integração de um Motor-Foguete S50, carregado e inerte, com massa total de, aproximadamente, 13 toneladas, na Mesa de Lançamentos da Torre Móvel de Integração (TMI) do CLA, sendo um importante passo na preparação de futuros lançamentos dos veículos VS-50 e VLM-1, que são desenvolvidos pelo Projeto VLM-1.

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Segundo o Diretor do IAE, Brigadeiro do Ar César Augusto O’Donnell Alván, “a realização desta Operação demandou muitos meses de planejamento, envolvendo diversos setores do IAE, desde o projeto e desenho de todas as interfaces e sistemas, seguido pela análise estrutural, fabricação, metrologia e ensaios preliminares de integração no IAE, realizados em 2020. Já em Alcântara-MA, a Operação foi importante, pois, permitiu um primeiro exercício completo de transporte, montagem e integração do Motor S50 Inerte, no ambiente operacional do CLA”, destacou o Diretor.

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De acordo com o Gerente do Projeto VLM-1, Major Engenheiro Rodrigo César Rocha Lacerda, “o Motor S50 inerte utilizado na missão possui as mesmas dimensões e massa de um Motor S50 ativo, carregado com propelente real, de forma que toda a operação de embarque do motor na aeronave C-130 (Hércules) da FAB, em São José dos Campos, transporte e desembarque no CLA, foi tratada como se o Motor S50 estivesse sendo transportado para uma operação de lançamento”.

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Com isso, todos os equipamentos de suporte em solo Mechanical Ground Support Equipaments (MGSE) desenvolvidos para o Motor S50 como, por exemplo, o Dispositivo de Transporte, a Carreta Rodoviária, a Carreta Industrial de Integração, o Sistema de Basculamento e de Içamento do Motor, pudessem ser testados como se fosse um motor ativo, o que foi muito importante para o treinamento das equipes que, futuramente, irão operar nos lançamentos dos veículos VS-50 e, posteriormente, do VLM-1.

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Para que esta Integração fosse possível, o IAE teve de desenvolver novos sistemas e realizar adaptações na Mesa de Lançamentos da TMI como, por exemplo, um sistema pneumático de fixação do veículo à mesa, que também foi instalado e testado em conjunto com a montagem final do Motor S50 na Torre.

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Outra preocupação da equipe foi instrumentar o Motor S50 inerte durante toda a Operação, com sensores capazes de medir os níveis de vibração aos quais o motor real estará sujeito, nas fases de movimentação, transporte e integração, durante a operação de lançamentos. Ao final da Operação, o Motor S50 inerte foi transportado de volta para o IAE, onde outros testes serão realizados.

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O Projeto VLM-1 é desenvolvido em conjunto pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) e pela Agência Espacial Alemã (DLR). A parte brasileira do projeto é financiada pela Agência Espacial Brasileira (AEB) e compreende, primeiramente, o desenvolvimento do veículo Suborbital VS-50, para qualificação em voo do Motor S50, das redes elétricas e pirotécnicas e do sistema de Guiamento, Controle e Navegação que, posteriormente, serão empregados no VLM-1, mitigando os riscos técnicos do projeto, de maneira semelhante à estratégia da família de foguetes SONDA empregada com sucesso no passado.

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O DCTA, o IAE e a AEB planejam, ainda, mais uma Operação em Novembro de 2021, e outra em Agosto de 2022, no CLA, para integrar os demais sistemas necessários para o lançamento do VS-50 V01, planejado para ocorrer no final de 2022.
Em relação ao projeto, o Veículo Lançador de Microssatélites – 1 (VLM-1) visa atingir os objetivos previstos no Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE) para o segmento de veículos lançadores, dentre eles: “assegurar por completo o ciclo de acesso ao espaço”. O veículo é um lançador de satélites, que terá a capacidade de colocar cargas úteis (30 kg) em Órbita Terrestre Baixa (LEO, na sigla em inglês).

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A Operação Santa Maria 1/2021 contou com o apoio de diversas Organizações do DCTA e do COMAER, tais como: o 1º/1ºGT no Transporte de ida/volta do Motor S50, o 5º/8º GAv no Sobreaviso de EVAM (Evacuação Aeromédica), o CTLA (Centro de Transporte Logístico da Aeronáutica) no apoio para movimentação do Motor S50 em São José dos Campos, o IFI (Instituto de Fomento e Coordenação), o GAP-SJ (Grupamento de Apoio de São José dos Campos), etc.

Atualmente, o projeto encontra-se em fase de desenvolvimento, com atividades sendo realizadas no IAE, no DLR (Centro Aeroespacial Alemão) e na indústria nacional. A empresa Avibras, por exemplo, é responsável pelo fornecimento de 6 motores S50 sendo: um envelope motor S50 inerte, empregado com sucesso em Out/18 no ensaio de ruptura, um motor para ensaios estruturais e carregamento inerte, concluídos em Out/19, dois motores S50 para ensaios de queima em banco de provas e dois motores S50 para ensaios em voo do VS-50, assim como os meios mecânicos de solo para manuseio e movimentação do motor.

 

Texto: Maj Eng Lacerda
Fotos: Cap Esp Renato e Maj Lacerda

Fonte: Instituto de Aeronáutica e Espaço

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