Força Aérea Americana inicia processo de construção de seu primeiro mini-reator nuclear

Créditos: Meta Defense

Segundo um comunicado feito à imprensa, a Força Aérea dos Estados Unidos está construindo seu primeiro mini-reator nuclear e, de acordo com o cronograma do projeto, ele poderá ser concluído até o ano de 2027.

Este é, sem dúvidas, um passo bastante significativo em direção a novos avanços na geração de energia. O Departamento da Força Aérea informou que escolheu a Base Aérea de Eielson, localizada no Alasca, para testar essa forma de energia de próxima geração, segundo uma nota divulgada pela Força Aérea Americana. 

Os motivos por trás desta invenção estar sendo projetada pelas Forças Armadas dos Estados Unidos está no fato de que a demanda por energia aumentou de forma bastante considerável ao longo dos últimos anos e a expectativa é de que aumente ainda mais.

No entanto, com o objetivo de controlar as emissões de carbono geradas pelo grande uso de energia, o Departamento de Defesa agora pretende investir no ramo da energia nuclear, que apresenta uma forma de geração de energia capaz de substituir os meios tradicionais, sendo uma fonte mais limpa e confiável.

O comunicado à imprensa também afirmou que a Força Aérea dos Estados Unidos trabalhará em conjunto do Departamento de Energia e da Comissão Reguladora Nuclear para o desenvolvimento deste projeto, o qual tem previsão para ser finalizado até 2027, caso todas as etapas ocorram da forma esperada.

O mini-reator nuclear será licenciado pela Comissão Reguladora Nuclear dos Estados Unidos e poderá ser utilizado de forma comercial pela Força Aérea Americana.

Além disso, Mark Correll, um dos secretários da Força Aérea dos EUA falou sobre a importância do projeto: “Mini-reatores são uma tecnologia promissora para garantir uma energia resistente e bastante confiável, e são perfeitamente adequados para alimentar e aquecer as bases militares remotas, como a Base Aérea de Eielson”.

A base militar de Eielson citada pelo secretário está localizada a apenas 180 quilômetros ao sul do Círculo Polar Ártico e depende de uma usina à base de carvão para abastecer sua energia. Tendo em vista que as temperaturas caem até 50 graus abaixo de zero, dois caminhões da Força Aérea Americana são responsáveis por levar uma quantia de mil toneladas de carvão todos os dias para a usina durante os meses mais frios do ano, um fato que, sem dúvidas, indica a alta demanda por uma alternativa mais sustentável e apropriada para a geração de energia para bases como esta.

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