Fiocruz e Alasag lançam livro sobre Covid-19 e integração da América Latina

Quando o vírus Sars-CoV-2 chegou na América Latina, a quantidade de reivindicações sociais de um país a outro nos finais de 2019 já expunha uma possível falta de articulação regional. A partir deste contexto, a Aliança Latino-americana de Saúde Global (Alasag) observou o papel da diplomacia na crise sanitária e agora debate o tema junto à Fiocruz nesta quarta-feira (27/10), às 10h. O evento terá transmissão ao vivo em espanhol e português durante os Seminários Avançados em Saúde Global e Diplomacia da Saúde do Centro de Relações Internacionais em Saúde (Cris/Fiocruz).   

O encontro reunirá 16 especialistas de instituições latino-americanas que se apresentaram no Congresso Latino-americano de Saúde Global de 2020 e assinam o livro Salud global y diplomacia de la salud: una visión desde América Latina y Caribe. A obra foi organizada pelo diretor do Cris/Fiocruz e atual presidente da Alasag, Paulo Buss, e Sebastián Tobar, assessor em cooperação para América Latina do Cris/Fiocruz. 

De acordo com Buss, o multilateralismo entrou em crise profunda na América Latina, o que impediu a solidariedade e as trocas técnicas políticas entre os países, diferentemente de épocas anteriores como durante a ameaça do ebola. “Agora quem fez essa costura? Já não tem um multilateralismo vibrante, ativo. Temos o Mercosul, mas não consegue cumprir adequadamente a negociação multilateral da pandemia na região”, reflete. 

Nesse sentido, saúde e diplomacia se cruzam com a questão ambiental e as migrações, que envolvem a população mais vulnerável, com uma grande taxa de letalidade, por exemplo. Também se aborda a resposta dos sistemas de saúde à pandemia e a atenção primária, particularmente em Brasil, Chile e Costa Rica. Todos estes temas “são decisivos para a saúde pública e planetária, já que a América Latina, uma das mais afetadas pela pandemia, tem um dos ecossistemas mais importantes para o mundo”, destaca Buss.  

Confira a programação na imagem (clique para ampliar):

Fonte: Fundação Oswaldo Cruz

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