Exército americano planeja criar dispositivo que ajuda a regular o sono

Crédito: The Defense Post

O exército americano revelou que atualmente está financiando a criação de uma espécie de touca para ser utilizado durante o sono, com o objetivo de regular o fluxo de fluídos do cérebro e, dessa maneira, regular o sono de quem utiliza esse dispositivo.

Para entender como o cérebro descarta os chamados “resíduos metabólicos” que fazem parte de uma noite de sono, equipes de pesquisadores estão trabalhando em um estudo que conta com um financiamento de aproximadamente 2,8 milhões de dólares vindo do Exército dos Estados Unidos.

Esta pesquisa busca combater os distúrbios do sono entre os militares. Segundo o que foi informado pelas equipes que estão desenvolvendo os estudos, o objetivo final dos cientistas é desenvolver uma espécie de “touca de dormir” que seja capaz de analisar como os fluidos dentro do cérebro podem liberar proteínas tóxicas que prejudicam a memória enquanto as pessoas dormem.

Um estudo de 2019 sobre o papel de um líquido aquoso conhecido como líquido cefalorraquidiano (LCR) que se encontra presente na química do cérebro mostrou que, quando alguém adormece, o LCR “limpa” o cérebro desta pessoa por meio de ondas pulsantes.

Já um estudo mais antigo, conduzido em 2021, descobriu que o LCR é bombeado pelo cérebro por meio de artérias e veias. O LCR é conduzido através do tecido cerebral que se acumula em canais próximos às veias e é drenado de volta para fora do cérebro.

Um dos pesquisadores responsáveis pelo desenvolvimento da nova “touca de dormir”, Behnaam Aazhang, que também é professor de Engenharia Elétrica e da Computação da Universidade Rice, explicou que o objetivo do estudo está em “compreender o que acontece quando os soldados não dormem”. Ele também afirmou que “se uma medição diz que o fluxo não é suficiente, isso é um sinal para se preocupar.”

Dessa maneira, esta nova “touca de dormir” que se encontra em fase de desenvolvimento seria bastante leve e teria a capacidade de rastrear e estimular o fluxo do LCR no cérebro. Isto tornaria possível tratar os distúrbios do sono conforme eles ocorrem.

A touca receberia sinais por meio da presença de inúmeros sensores que medirão a atividade elétrica do cérebro, assim como o fluxo sanguíneo. O dispositivo seria capaz de receber vários dados e analisá-los por meio de um software que contém um sistema de inteligência artificial.

Paul Cherukuri, diretor executivo do Instituto de Biociências e Bioengenharia da Universidade Rice, que também faz parte da pesquisa, se mostrou animado com o projeto: “O que torna isso empolgante é que ninguém jamais tentou construir algo parecido antes”.

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