Encontro aborda sobre a Anemia Falciforme no Município

ENCONTRO ABORDA SOBRE A ANEMIA FALCIFORME NO MUNICÍPIO

A doença genética e hereditária é mais comum nas pessoas negras, mas também pode ser observada em brancos e pardos

No próximo dia 20, o município de Duque de Caxias celebra o Dia da Consciência Negra e, para dar início às atividades da Semana de Tradições e Artes Negras Contemporâneas, em memória a Zumbi dos Palmares, a Câmara Municipal sediou, no dia 16/11, em seu plenário, um encontro para discutir sobre a anemia falciforme, uma doença genética e hereditária que é mais comum em pessoas negras.

A iniciativa do vereador Catiti (Avante) contou com representantes do Conselho Municipal de Defesa dos Direitos do Negro e Promoção da Igualdade Racial e Étnica de Duque de Caxias (Condedinepir) e do Instituto Brasileiro de Doenças Falciforme e Outras Hemoglobinopatias (IBRAFH).

No encontro, foi explicitado que Duque de Caxias é a cidade do Estado do Rio de Janeiro com o maior número de pessoas com anemia falciforme. “Temos que, o mais rápido possível, tornar isso visível aos nossos governantes para que possamos propor políticas para atender esses caxienses que estão sendo diagnosticados, muitas das vezes, de forma errada, e pagando um preço muito alto, que é a perda de suas vidas”, disse o vereador.

A doença falciforme é caracterizada pela alteração dos glóbulos vermelhos do sangue, tornando-os parecidos com uma foice, daí o nome falciforme. Essas células têm sua membrana alterada e rompem-se mais facilmente, causando anemia. Essa condição é mais comum nas pessoas negras, mas também pode ser observada em brancos e pardos.

“Em Duque de Caxias, temos uma grande prevalência de pessoas negras, então, o número de portadores do traço falcêmico ou da doença falciforme, é muito grande”, explicou o médico e vereador, Paulo Afonso (Republicanos), ressaltando que, a partir da Audiência Pública, a Câmara está apta a produzir projetos com o objetivo de promover o atendimento adequado às pessoas com a anemia falciforme e/ou com traço falcêmico.

A presidente executiva do Condedinepir, Evanderlina Guimarães, mais conhecida como Luana, ressaltou que o Conselho tem a grande missão de ajudar o gestor a enxergar as necessidades que não são do conhecimento de toda a população.

“Esse tema da anemia falciforme é para se dar o entendimento da necessidade do olhar de toda uma sociedade para uma doença que mata silenciosamente. E aí, é uma doença que dizem… ah! É do povo negro! É uma doença do povo negro e do branco também”, reforçou Luana.

Após a manifestação da mesa, ocorreram duas palestras. A primeira com o diretor geral do IBRAFH, Nilo Fernando Correa, que falou sobre a história, os trabalhos realizados pelo Instituto e os desafios para se detectar a doença.

Já na segunda palestra com Robson Pereira foi tratada a visão do paciente, os sintomas da doença, como: dores fortes provocadas pelo bloqueio do fluxo sanguíneo e pela falta de oxigenação nos tecidos; dores articulares; fadiga intensa; palidez e icterícia, além do tratamento adequado aos pacientes.

Os participantes avaliaram positivamente o encontro e enfatizaram que as questões apresentadas serão de extrema importância para a construção de políticas públicas, em Duque de Caxias, sobre a anemia falciforme.

Quanto à Semana da Consciência Negra, o vereador Catiti foi categórico ao dizer que é preciso ter a consciência de que o cidadão não pode ser mais julgado pela cor de sua pele. “Buscamos na Semana da Consciência Negra, um país mais igualitário, mais justo e sem racismo, porque o racismo fere e fere profundamente a nossa alma”, finalizou o vereador.

Fonte: Câmara Municipal de Duque de Caxias.

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