Dez anos após a tragédia da Serra, Luciano vai à região para participar de paineis sobre prevenção

Nos dez anos da tragédia da Serra, o presidente da OABRJ, Luciano Bandeira, o assessor-executivo da Presidência da Seccional, Carlos André Pedrazzi, e os presidentes das subseções de Nova Friburgo, Alexandre Valença de Lima, e de Teresópolis, Rodrigo Ferreira da Cunha, participaram de encontros convocados pelo Governo do Estado em parceria com as prefeituras dos municípios mais atingidos para discutir estratégias de prevenção. A maior catástrofe climática do país  deixou pelo menos 918 mortos e dezenas de desaparecidos, desalojados e desabrigados. O governador em exercício Claudio Castro decretou luto oficial e transferiu a sede do governo do estado para a Região Serrana de domingo, dia 10, até esta terça-feira, dia 12. 

Entre os dias 11 e 12 de janeiro de 2011, a Serra foi castigada por fortes chuvas, que causaram destruição sem precedentes. As cidades mais atingidas pelas enchentes e deslizamentos foram Nova Friburgo, Teresópolis e Petrópolis, onde ainda hoje há ao menos 86 mil pessoas vivendo em áreas de risco, de acordo com especialistas.

A tragédia mobilizou todas as energias da estrutura da OABRJ. A estrutura da OAB/Friburgo, presidida então por Pedrazzi, concentrou a atuação da Ordem por um mês. Funcionou como posto de apoio para a advocacia e de coleta de donativos. A subseção serviu de base também para o mutirão de cidadania Reage Friburgo, organizado em conjunto com a Seccional e a Caarj, que realizou mais de 700 atendimentos. Ações semelhantes foram feitas nas cidades de Teresópolis e Petrópolis.

Em evento na Prefeitura de Teresópolis na segunda-feira, dia 11, com a presença do governador em exercício Claudio Castro, secretários de Estado, deputados e o presidente da Fecomércio, Antonio Florêncio de Queiroz Júnior, Luciano falou da necessidade de políticas públicas para evitar a repetição da tragédia, lembrou a atuação da Ordem à época, decisiva não só para a advocacia mas para a população daquela região. 

“Estamos nos recordando para que não aconteça novamente; discutindo, nos reunindo para que o que aconteceu naquele momento em Nova Friburgo, Teresópolis e Petrópolis não se repita no Estado do Rio de Janeiro”, disse Luciano, que saudou a iniciativa do Governo do Estado de reunir lideranças para buscar medidas efetivas, como contenção de rios e reflorestamento de mata ciliar.

Também na segunda-feira, o presidente da OAB/Teresópolis, Rodrigo Ferreira da Cunha, participou do lançamento da pedra fundamental do monumento em homenagem às famílias vitimadas pela tragédia. O tributo ficará em uma fábrica desativada, onde a Prefeitura instalará a sede. 

Rodrigo Ferreira conta que a cidade sentiu os impactos da tragédia climática aliados aos de uma grave crise política que provocou uma dança das cadeiras na Prefeitura. Em sete anos (de 2011 a 2018), foram sete prefeitos. “Agora, com o apoio do governo, a atual prefeitura vai tentar fazer o que gestões passadas não fizeram: demolir prédios condenadas, indenizar famílias. O conjunto habitacional construído na localidade Fazenda Hermitage para abrigar vítimas será ampliado, de acordo com o atual prefeito”, afirma Cunha.

 “Foi positivo ouvir do governador que há alinhamento com a Alerj e o desejo de atender as demandas da população, que passam pela necessidade de atendimento psicológico e psiquiátrico, pois muitos convivem com sequelas”.

No domingo, dia 10, o presidente da OAB/Nova Friburgo, Alexandre Valença de Lima, havia representado a advocacia local num almoço com o governador em exercício, o prefeito de Nova Friburgo, Jhonny Maicon, secretários de governo estadual e outras autoridades e representantes de classe.

O presidente da OAB/Friburgo, Alexandre Valença Lima, destacou a importância do binômio diálogo e cooperação entre os vários personagens públicos e privados e desejou que o evento fosse um marco de um novo momento de recuperação da cidade de Nova Friburgo e de todo o Estado do Rio de Janeiro.

Fonte: OAB-RJ