Desembargadora Christine Santini se despede da Corte

Última sessão antes da aposentadoria.

 

A desembargadora Christine Santini participou, nesta terça-feira (3), de sua última sessão de julgamento no Tribunal de Justiça de São Paulo antes da aposentadoria. “A palavra do dia é gratidão”, disse a magistrada dirigindo-se aos colegas, amigos e familiares que prestaram homenagens no início da sessão on-line da 1ª Câmara de Direito Privado.

O presidente do TJSP, desembargador Geraldo Francisco Pinheiro Franco, falou sobre a admiração que possui pela magistrada. “Christine Santini sempre teve o respeito de todos ao seu redor, como colegas, advogados, integrantes do Ministério Público e defensores públicos, por seu conhecimento, independência e ação sempre voltada a honrar o Tribunal bandeirante. Admiramos sua honorabilidade, seu compromisso com a causa pública e sua inteira dedicação aos que buscam a Justiça”, afirmou. 

“Não é fácil nos afastar de gente querida do nosso convívio”, disse o vice-presidente do TJSP, desembargador Luis Soares de Mello. “Pessoa tão querida, companheira de tantos, um norte de liderança, alguém que marcou sua época”, completou. “Christine Santini é uma legítima representante da ala feminina, cuja atuação pessoal e profissional a todos envaidece. Uma mulher destacada, com presença marcante e tremenda competência, que não serão esquecidas”, acrescentou.

Para o corregedor-geral da Justiça, desembargador Ricardo Mair Anafe, a desembargadora é uma profissional que exerce uma hermenêutica talentosa, de forma extremamente dedicada, sempre buscando a melhor solução diante dos processos. “Merece todos os elogios. Amiga leal, pessoa admirável, mãe dedicada. Ficamos tristes, porque a Magistratura perde uma profissional, mas como amigo desejo sempre o melhor”, finalizou.

O presidente da Seção de Direito Público, desembargador Paulo Magalhães da Costa Coelho, destacou a trajetória pessoal e profissional da homenageada, ressaltando que fica sempre a sensação de que muito já foi dito, mas, mesmo assim, ainda parece ser insuficiente. “Juíza excepcional, competente, ética, afável no contato com todos, sem nunca se descuidar do interesse público”, analisou.

Em sua fala, o presidente da Seção de Direito Criminal, desembargador Guilherme Gonçalves Strenger, definiu a colega como educada, dinâmica, lutadora, pessoa que nunca se deteve diante dos obstáculos, sempre comprometida com a Justiça, um ser humano que soube fazer a diferença. “Soube ultrapassar as dificuldades com sua sensibilidade e sabedoria. Conseguiu ser protagonista em tudo que realizou, emprestando à Justiça equilíbrio e bom senso durante toda a sua carreira”, declarou.

O presidente da Seção de Direito Privado, desembargador Dimas Rubens Fonseca, referiu-se à dedicação da colega ao Tribunal e à Magistratura paulista, lembrando que a desembargadora foi responsável pela formação de novos juízes. “Christine chegou longe, com dedicação, força e brilho, sempre com coragem, defendendo ideias com vigor. Obrigada pela convivência e pelas longas conversas que tivemos”, agradeceu o magistrado.

Três ex-presidentes da Corte paulista, desembargadores Manoel de Queiroz Pereira Calças (2018-2019), Paulo Dimas Debellis Mascaretti (2016/2017) e José Renato Nalini (2014/2015), também compareceram e fizeram uso da palavra para prestar homenagens à desembargadora. Pereira Calças, ao se dirigir à colega, falou: “Tenha em mim um eterno amigo e admirador”. “Você cumpriu muito bem sua missão, com amor enorme à Magistratura”, disse Paulo Dimas Debellis Mascaretti. José Renato Nalini afirmou que preferiria prestigiar a posse da amiga como primeira mulher a presidir o TJSP, “pessoa extremamente inteligente, viva, atilada”.

Segundo o ex-conselheiro do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) Henrique Ávila, Christine Santini possui vasto arsenal de exemplos de serviços prestados ao Poder Judiciário. “Sou testemunha do seu empenho na Judicatura. Sempre foi muito confortável para todos tê-la como juíza de uma causa, julgadora de um assunto”, afirmou.

Em nome do Ministério Público do Estado de São Paulo, a procuradora de Justiça Cecilia Matos Sustovich definiu a desembargadora como detentora de cultura jurídica ímpar. “Admirável postura firme, coerente e alinhada com a Justiça”, elencou. “Expresso meu particular agradecimento pelo exemplo feminino, pela nobreza no convívio e pelo constante aprendizado”, definiu.

“Sou porta-voz de um agradecimento sincero, que precisa ser feito a essa magistrada exemplar, comprometida, dedicada, estudiosa e para quem a Magistratura termina hoje, mas ficará para sempre no seu espírito e coração”, disse o advogado Flávio Luiz Yarshell, falando pela Ordem dos Advogados do Brasil.

O presidente da 1ª Câmara de Direito Privado, desembargador Francisco Eduardo Loureiro, contou do prazer que foi atuar ao lado da colega. “Tem duas palavras que definem a desembargadora: comprometimento e decência. Sempre foi minuciosa e detalhista em cada um dos seus votos, demonstrando seu comprometimento. E decente com todos ao redor, em especial com os jurisdicionados, tendo cuidado com cada um dos casos examinados”. Também enalteceram o trabalho da desembargadora os colegas de Câmara, desembargadores Luiz Antonio de Godoy, Rui Cascaldi e Cláudio Luiz Bueno de Godoy, bem como os juízes substitutos em 2º grau Durval Augusto Rezende Filho e Enéas Costa Garcia.

“Foi um dos grandes prazeres da minha vida trabalhar com grandes amigos da 1ª Câmara de Direito Privado”, disse a homenageada, que também fez questão de citar todos os servidores da equipe de seu Gabinete. “O trabalho que os juízes desempenham no nosso país é quase sobre-humano. Tenho a honra de dizer que, dentro do Tribunal de São Paulo, vejo todos muito comprometidos por um bom serviço”, afirmou. “O TJSP poderá continuar contando comigo como uma voz para dizer exatamente o que é o trabalho de um juiz. Sempre terei, no meu coração, uma enorme gratidão por tudo que vivi nesta Corte”, finalizou a desembargadora, que agradeceu o suporte dos pais, Alberto Santini e Cibel Dias Batista Santini; dos filhos, Arthur Santini Muriel e Henrique Santini Muriel; da sobrinha presente na cerimônia, Caroline Sturion Candido Santini; do amigo e pai de seus filhos, Marcelo Antonio Muriel, assim como um expresso agradecimento ao desembargador Antonio Carlos Mathias Coltro. 

Também prestigiaram a ocasião o decano da Corte, desembargador José Carlos Gonçalves Xavier de Aquino; os desembargadores Alexandre Augusto Pinto Moreira Marcondes (que assumirá a cadeira da desembargadora Christine Santini), Artur César Beretta da Silveira, César Mecchi Morales, José Araldo da Costa Telles, Mary Grün, Mauricio Pessoa, Miguel Angelo Brandi Júnior, Carlos Teixeira Leite Filho, Fernando Antonio Maia da Cunha e Lucila Toledo Pedroso de Barros; o juiz substituto em segundo grau José Eduardo Marcondes Machados; amigos e advogados, entre eles Celso Mori e Gilberto Giusti; amigos da turma de 1985 da Faculdade de Direito da USP, entre eles, Fernando Rudge Leite Neto; entre outros amigos, advogados, servidores, magistrados e demais integrantes do sistema da Justiça.

 

Trajetória – Christine Santini nasceu em São Paulo, em 1963. Graduou-se pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), turma de 1985. Atuou como advogada antes de ingressar na Magistratura, em 1987, quando foi nomeada juíza substituta para 3ª Circunscrição Judiciária, com sede em Santo André. Em 1988, foi promovida para a Comarca de José Bonifácio e, no ano seguinte, para a 2ª Vara do Foro Distrital de Ferraz de Vasconcellos, da Comarca de Poá. Ainda em 1989, foi promovida ao cargo de juíza auxiliar da Capital e, em 1998, promovida para a 14ª Vara da Fazenda Pública – Central. Em 2007, foi removida ao cargo de juíza substituta em 2º grau. Atuou como assessora, entre 2000 e 2001, do então 4º vice-presidente do TJSP, desembargador Hermes Pinotti. Foi promovida a desembargadora pelo critério de merecimento, em 2012, e eleita para o Órgão Especial, biênio 2020-2022.

 

Comunicação Social TJSP – SB (texto) / PS (reprodução e arte)

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Fonte: Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo