DECEA é destaque no Airconnected 2021

Autoridades e representantes de importantes organizações da aviação reuniram-se no AirConnected 2021, de 1 a 3 de setembro, para apresentar soluções e alternativas sustentáveis em face do cenário desafiador de pós-pandemia, considerando a flexibilidade e adaptação necessária da atividade.

Realizado em formato híbrido, presencial e virtual, o evento teve por base o Centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo, onde representantes do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) tiveram a oportunidade de participar de dois importantes painéis.

No primeiro, o chefe do Subdepartamento de Operações do DECEA, Brigadeiro do Ar Eduardo Miguel Soares, reuniu-se com o presidente da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (ABEAR), Eduardo Sanovicz; o diretor de Aeroporto, Passageiros, Carga e Segurança para as Américas da International Air Transport Association (IATA), Filipe Pereira dos Reis; o presidente da Azul Linhas Aéreas Brasileiras, John Rodgerson e o presidente da Associação Nacional das Empresas Administradoras de Aeroportos (ANEAA), Dyogo Oliveira para debater o atual estágio e a retomada da aviação no País.

De acordo com o Brigadeiro, os movimentos aéreos no País devem alcançar, em dezembro deste ano, quase a totalidade do volume registrado no mesmo período em 2019.

“A pandemia colocou a aviação do mundo em uma situação crítica. Em março de 2020, chegamos a ter apenas 8% dos movimentos no ar registrados no mesmo período de 2019. A segunda onda de contaminação também nos fez retroceder na retomada. Mas agora, no mês de julho, tivemos uma retomada de 78% a 80% dos movimentos aéreos e em agosto, quando normalmente o volume cai, o desempenho se manteve. Estimamos que em dezembro chegaremos a ter 90% dos movimentos aéreos que tínhamos em 2019”, afirmou.

No que tange à retomada dos voos internacionais, o ponto de inflexão, de acordo com o presidente da Azul, John Rodgerson, será a abertura das fronteiras dos EUA aos passageiros brasileiros. “Destinos como Flórida e Miami, nos Estados Unidos, são muito importantes. A demanda se reestabelecerá de fato quando o trânsito pelas fronteiras for normalizado”.

Ainda no primeiro dia de evento, o Ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, destacou, de forma remota, a relevância da participação da iniciativa privada nos investimentos em infraestrutura aeroportuária e a resiliência das companhias aéreas no enfrentamento da crise: “Passado o momento mais crítico da pandemia, demos continuidade aos leilões de concessão. Avançamos na construção de bons contratos e ficamos felizes com os resultados. As companhias aéreas, por outro lado, conseguiram superar a crise e as empresas conseguiram fazer a travessia em um dos momentos mais duros”.

 

Aeronaves Não Tripuladas

No segundo-dia do Airconnected, o chefe da Seção de Planejamento de Sistema de Aeronave Não Tripulada do DECEA, Major Aviador Bruno Roberto de França, expôs as estratégias e ações para o desenvolvimento do sistema de gerenciamento de tráfego de aeronaves não tripuladas no painel “Desenvolvimento do negócio da aviação não tripulada no Brasil”.

Na ocasião, o oficial relatou as estratégias do DECEA em prol da evolução da atividade com o novo aplicativo SARPAS NG, a ser lançado no ano que vem; a unificação dos sistemas de cadastramento de aeronave e solicitação de acesso ao espaço aéreo; as novas concepções operacionais para voos não tripulados; entre outras iniciativas. “O DECEA também vem buscando a participação de instituições acadêmicas na busca e no desenvolvimento de soluções que o mundo não tem. Tudo para permitir o crescimento da indústria”, adicionou.

Ainda no mesmo painel, o comandante do Centro de Controle do Espaço Aéreo Sudeste (CRCEA-SE), Coronel Aviador Chrystian Alex Scherk Ciccacio, abordou as perspectivas para as operações – a médio e longo prazo – do eVTOL (Electric Vertical Takeoff and Landing, em português Veículo Elétrico de Decolagem e Pouso Vertical).

Segundo o oficial, o eVTOL deve, num primeiro momento, operar pequenos trechos de área urbana; em contraposição aos helicópteros, mais adequados para distâncias de maoires.  O chamado “carro voador” é uma das apostas da indústria nos próximos anos e, naturalmente, exigirá dos órgãos competentes uma regulação efetiva, sobretudo no que tange à segurança de seus usuários e da população.

Assessoria de Comunicação Social do DECEA Reportagem: Daniel Marinho (Mtb 25768RJ) Fotos de Fábio Maciel (RJ 33110 RF)

Fonte: DECEA

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