Curso da Embrapa multiplica número de participantes com mudança de formato

Necessária por causa da pandemia da Covid-19, a mudança para o formato virtual e gratuito da 7ª edição do Curso de Tecnologia Pós-Colheita em Frutas e Hortaliças, organizado pela Embrapa Instrumentação (São Carlos – SP), tem impactado positivamente e multiplicado o número de participantes em relação às seis edições anteriores. Uma semana após ser disponibilizado na plataforma e-Campo, o curso já mobilizou mais de mil participantes (foram 100 na edição em 2019) em cerca de 200 municípios de todos os estados brasileiros – São Paulo, Bahia e Rio Grande do Sul têm o maior número, além da Argentina, Uruguai, Paraguai e Peru (apesar de ser oferecido em Língua Portuguesa). Em relação ao gênero, existe um equilíbrio, com leve predomínio da participação de mulheres; chama a atenção também a presença de técnicos agrícolas e estudantes – as formações dominantes são de pessoas com curso superior incompleto e completo. A representação é de cooperativas, prefeituras, empresas de extensão rural, ICTs, empresas privadas, universidades, órgãos estaduais e federais. Conteúdo em números A capacitação, que ocorria de forma presencial durante cinco dias, agora está organizada em seis módulos, totalizando uma carga horária de 68 horas, com informações sobre importantes temas das cadeias de frutas e hortaliças: Rastreabilidade; Colheita; Beneficiamento; Nanotecnologia na pós-colheita; Análise não destrutiva da qualidade e Produtos Minimamente Processados (PMPs). “Tivemos que nos reinventar, contratar uma empresa especializada, transformar aquele modelo para um conteúdo dinâmico, com vídeos, podcasts, e outros recursos didáticos, que podem ser acessados via celular, tablet ou computador”, explica o pesquisador Marcos David Ferreira, que criou o curso em 2011 para contribuir com tecnologias e conhecimento para melhoria do setor, além da redução de perdas e desperdício. Esse processo contou com a participação de 45 conteudistas e instrutores (oito Centros de Pesquisa da Embrapa e instituições públicas e privadas), que ajudaram a produzir seis apostilas, num total de 395 páginas (podem ser salvas em PDF para leitura posterior ou impressão), dez vídeos de práticas em laboratório; duas visitas técnicas virtuais; nove podcasts; dez infográficos; 15 animações gráficas (whiteboards), além de 46 videoaulas. Democratização e mobilidade Os módulos são unidades independentes e o participante pode escolher em que ordem deseja conduzir sua aprendizagem. Cada módulo dá direito a um certificado, e o participante que concluir com sucesso os seis módulos também recebe um certificado de conclusão do curso de 68 horas. “A oferta do curso Tecnologia em pós-colheita de frutas e hortaliças no formato on-line reforça nossa premissa de que esse modelo de capacitação é uma estratégia efetiva para democratizar e ampliar o acesso às tecnologias e conhecimentos gerados pela Embrapa, ao atingir em uma semana mais de mil inscritos de todo o Brasil e do exterior”, conta Aline Branquinho Silva, da Secretaria de Inovação e Negócios da Embrapa (Brasília – DF). “Além disso, podemos citar outros benefícios desse formato, como por exemplo a aprendizagem disponível em qualquer hora e lugar; os recursos interativos e em linguagem didática que facilitam a aprendizagem; a possibilidade de verificar a aprendizagem por meio de questões avaliativas, bem como a possibilidade do (a) interessado (a) escolher quais módulos deseja participar e ser certificado em cada etapa concluída”, acrescenta. “Não existe ativo mais importante no mundo do que o conhecimento, então, poder compartilhar o conhecimento da Embrapa é algo de valor inestimável para a sociedade”, disse o deputado federal Vitor Lippi, autor da emenda parlamentar que viabilizou a realização virtual e gratuita, durante o webinar de lançamento do curso. A emoção de um pioneiro As mudanças também impactaram quem já acompanhava o curso presencialmente há alguns anos, caso da pesquisadora Maria Fernanda Berlingieri Durigan. Ela foi aluna da primeira turma, quando ainda atuava na Embrapa Roraima (Boa Vista – RR); atualmente, na Embrapa Instrumentação, é instrutora, assim como seu pai, o professor aposentado da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (Unesp) José Fernando Durigan, um dos pioneiros desde a primeira edição, que até hoje atua como instrutor. Feliz com o resultado, ela conta a reação no primeiro contato com todo o material: “eu assisti o curso todo e fiz também com meu pai, que ficou muito emocionado, até chorou, porque é tudo o que ele trabalhou a vida inteira. Ele assistiu várias vezes os vídeos e disse que não imaginava que poderia ver uma aula tão bem-feita. Ele ficou encantado!”

     Necessária por causa da pandemia da Covid-19, a mudança para o formato virtual e gratuito da 7ª edição do Curso de Tecnologia Pós-Colheita em Frutas e Hortaliças, organizado pela Embrapa Instrumentação (São Carlos – SP), tem impactado positivamente e multiplicado o número de participantes em relação às seis edições anteriores.

     Uma semana após ser disponibilizado na plataforma e-Campo, o curso já mobilizou mais de mil participantes (foram 100 na edição em 2019) em cerca de 200 municípios de todos os estados brasileiros – São Paulo, Bahia e Rio Grande do Sul têm o maior número, além da Argentina, Uruguai, Paraguai e Peru (apesar de ser oferecido em Língua Portuguesa).

     Em relação ao gênero, existe um equilíbrio, com leve predomínio da participação de mulheres; chama a atenção também a presença de técnicos agrícolas e estudantes – as formações dominantes são de pessoas com curso superior incompleto e completo. A representação é de cooperativas, prefeituras, empresas de extensão rural, ICTs, empresas privadas, universidades, órgãos estaduais e federais.

Conteúdo em números

     A capacitação, que ocorria de forma presencial durante cinco dias, agora está organizada em seis módulos, totalizando uma carga horária de 68 horas, com informações sobre importantes temas das cadeias de frutas e hortaliças: Rastreabilidade; Colheita; Beneficiamento; Nanotecnologia na pós-colheita; Análise não destrutiva da qualidade e Produtos Minimamente Processados (PMPs).

     “Tivemos que nos reinventar, contratar uma empresa especializada, transformar aquele modelo para um conteúdo dinâmico, com vídeos, podcasts, e outros recursos didáticos, que podem ser acessados via celular, tablet ou computador”, explica o pesquisador Marcos David Ferreira, que criou o curso em 2011 para contribuir com tecnologias e conhecimento para melhoria do setor, além da redução de perdas e desperdício.

     Esse processo contou com a participação de 45 conteudistas e instrutores (oito Centros de Pesquisa da Embrapa e instituições públicas e privadas), que ajudaram a produzir seis apostilas, num total de 395 páginas (podem ser salvas em PDF para leitura posterior ou impressão), dez vídeos de práticas em laboratório; duas visitas técnicas virtuais; nove podcasts; dez infográficos; 15 animações gráficas (whiteboards), além de 46 videoaulas.

Democratização e mobilidade

     Os módulos são unidades independentes e o participante pode escolher em que ordem deseja conduzir sua aprendizagem. Cada módulo dá direito a um certificado, e o participante que concluir com sucesso os seis módulos também recebe um certificado de conclusão do curso de 68 horas.

     “A oferta do curso Tecnologia em pós-colheita de frutas e hortaliças no formato on-line reforça nossa premissa de que esse modelo de capacitação é uma estratégia efetiva para democratizar e ampliar o acesso às tecnologias e conhecimentos gerados pela Embrapa, ao atingir em uma semana mais de mil inscritos de todo o Brasil e do exterior”, conta Aline Branquinho Silva, da Secretaria de Inovação e Negócios da Embrapa (Brasília – DF).

     “Além disso, podemos citar outros benefícios desse formato, como por exemplo a aprendizagem disponível em qualquer hora e lugar; os recursos interativos e em linguagem didática que facilitam a aprendizagem; a possibilidade de verificar a aprendizagem por meio de questões avaliativas, bem como a possibilidade do (a) interessado (a) escolher quais módulos deseja participar e ser certificado em cada etapa concluída”, acrescenta.

     “Não existe ativo mais importante no mundo do que o conhecimento, então, poder compartilhar o conhecimento da Embrapa é algo de valor inestimável para a sociedade”, disse o deputado federal Vitor Lippi, autor da emenda parlamentar que viabilizou a realização virtual e gratuita, durante o webinar de lançamento do curso.

A emoção de um pioneiro

     As mudanças também impactaram quem já acompanhava o curso presencialmente há alguns anos, caso da pesquisadora Maria Fernanda Berlingieri Durigan. Ela foi aluna da primeira turma, quando ainda atuava na Embrapa Roraima (Boa Vista – RR); atualmente, na Embrapa Instrumentação, é instrutora, assim como seu pai, o professor aposentado da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (Unesp) José Fernando Durigan, um dos pioneiros desde a primeira edição, que até hoje atua como instrutor.

     Feliz com o resultado, ela conta a reação no primeiro contato com todo o material: “eu assisti o curso todo e fiz também com meu pai, que ficou muito emocionado, até chorou, porque é tudo o que ele trabalhou a vida inteira. Ele assistiu várias vezes os vídeos e disse que não imaginava que poderia ver uma aula tão bem-feita. Ele ficou encantado!”



Fonte: Embrapa

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