Construção da nova fábrica de vacinas é pauta de reunião em Brasília

A presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima, participou de uma reunião nesta segunda-feira (28/6) com os ministros da Saúde, Marcelo Queiroga, e da Economia, Paulo Guedes, para apresentar o projeto do Complexo Industrial de Biotecnologia em Saúde (Cibs). O empreendimento, a ser construído em Santa Cruz, no Rio de Janeiro, é considerado prioritário pelo governo federal e será o maior centro de produção de produtos biológicos da América Latina e um dos mais modernos do mundo.

Nísia Trindade Lima participou de uma reunião nesta segunda-feira (28/6) com os ministros da Saúde e da Economia (foto: Divulgação)

 

Segundo a presidente Nísia, o projeto é para o Sistema Único de Saúde (SUS) e visa ampliar produção e, portanto, o acesso a vacinas e biofármacos, um dos grandes problemas nacionais, há muito identificado e fortemente evidenciado pela pandemia. “O Brasil precisa de autonomia, para garantir o acesso da população a esses produtos estratégicos. Com a unidade de Santa Cruz poderemos quintuplicar a atual capacidade de produção, que está nos permitindo participar do esforço de vacinação com o imunizante fabricado por meio do acordo com Oxford e AstraZeneca. Já entregamos mais de 60 milhões de doses e temos que pensar nas necessidades de médio e longo prazo do país”.

Para o ministro Marcelo Queiroga, o Cibs vai contribuir para fortalecer o Complexo Econômico e Industrial da Saúde (Ceis) e a autonomia do Brasil no campo das vacinas e dos biofármacos. No encontro, o Ministério da Economia também reconheceu a importância do projeto e demonstrou interesse em apoiá-lo. A reunião contou com a presença do vice-presidente de Gestão e Desenvolvimento Institucional da Fiocruz, Mario Moreira.

O projeto do Cibs foi elaborado pelo Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz), e a sua implantação será feita na modalidade built to suit. Por esse modelo, o financiamento será privado, pago pela Fiocruz na forma de aluguel e com reversão do patrimônio após o prazo de 15 anos. 

Fonte: Fundação Oswaldo Cruz