Cientistas simularam em laboratório a reação de uma supernova pela primeira vez

Créditos: Canal Tech

Por um breve momento, uma equipe de cientistas teve a chance de observar o poder de uma supernova em um laboratório. Esta equipe, que era formada por pesquisadores da Universidade de Surrey, no Reino Unido, realizou uma parceria com alguns cientistas do Laboratório Nacional de TRIUMF, do Canadá, com o objetivo de realizar a primeira simulação real da reação de uma supernova em um laboratório.

A notícia sobre o sucesso do experimento foi comunicada à imprensa pela própria equipe.  Em um novo estudo, publicado na revista científica Physical Review Letters, os pesquisadores detalharam a primeira vez que os cientistas foram capazes de simular este processo, que representa a reação na qual os elementos mais pesados ​​do Universo são produzidos.

No ano de 2019, um time de pesquisadores da Universidade de Columbia divulgou um estudo detalhando uma teoria de que todos os elementos mais pesados ​​do mundo, incluindo o ouro e a platina, podem ser originados a partir de uma forma rara de supernova.

Conforme informado pela equipe, os cientistas usaram íons radioativos para observar os processos descritos de acordo com inúmeras teorias científicas sobre as reações de uma supernova. Essa experiência trouxe descobertas acerca do processo de captura de prótons que os cientistas acreditam ser responsável pela produção de elementos chamados “p-núcleos”, isótopos que respondem por aproximadamente 1% dos elementos pesados ​​observados em nosso sistema solar, cuja origem ainda não foi descoberta até hoje.  

As novas observações feitas pelo grupo internacional de pesquisadores foram conduzidas no Laboratório Nacional de TRIUMF, localizado no Canadá. Uma máquina conhecida como Separador e Acelerador de Isótopos II foi usada para produzir um feixe de átomos carregados do elemento rubídio-83 radioativo, enquanto todo o processo era documentado pelos cientistas e registrado no laboratório.

O cientista Gavin Lotay, da Universidade de Surrey, explicou como se deu o inovador procedimento: “O acoplamento de uma matriz de raios gama de alta resolução com um separador eletrostático avançado para medir as reações do processo representa um marco importante na simulação de processos astrofísicos”.

Além disso, o Dr. Gavin Lotay falou sobre a importância de um experimento como esse para o futuro: “Simulações como essa foram amplamente consideradas como estando fora do alcance das tecnologias experimentais atuais e o estudo mais recente abriu uma grande variedade de possibilidades para o futuro”.

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