Cientistas registram novo recorde para a temperatura mais fria já encontrada

Créditos: Deposit Photos

Conforme revelado por uma equipe de cientistas alemães e franceses, um novo recorde foi estabelecido para a temperatura mais fria já registrada até os dias atuais, o que faz a humanidade se aproximar ainda mais do zero absoluto.

Uma equipe de pesquisadores da Alemanha e da França foi responsável por descobrir o novo recorde, tendo registrado a temperatura mais fria já encontrada em um laboratório, conforme foi explicado pelos cientistas em um comunicado feito à imprensa.

O recorde de temperatura, estabelecido em 38 picokelvins ou 38 trilionésimos de grau mais quente que o zero absoluto, pode ter implicações de amplo alcance para o campo da física de partículas.

Segundo a equipe de pesquisadores, isso ocorre porque alguns materiais exibem um comportamento cada vez mais incomum quanto mais perto eles chegam do zero absoluto, que é igual à temperatura de -273,15° C, o que é normalmente medido como 0 Kelvin.

A forma líquida do hélio, por exemplo, torna-se um “superfluido” quando está próxima desta temperatura, o que significa que ela flui livremente, independentemente do atrito existente.

A recente pesquisa, que foi publicada na revista científica Physical Review Letters, detalha como o time de pesquisadores do Centro de Tecnologia Espacial Aplicada e Microgravidade da Universidade de Bremen foi capaz de usar um sistema de lentes feitas de gás quântico para o estudo.

O experimento foi realizado em um tubo de 122 metro, na Torre de Queda de Bremen, localizada na Universidade de Bremen. Durante o processo de pesquisa, os cientistas criaram uma nuvem de gás rubídio no topo da torre e a mantiveram no lugar usando ímãs, os quais também serviram para levar os átomos da nuvem a uma temperatura extremamente fria. Quando a nuvem de gás foi liberada desta “armadilha magnética”, ela caiu no tubo ao mesmo tempo em que passou a se expandir em todas as direções, o que apenas a tornou ainda mais fria.

Embora todo este processo dê a impressão de que levou horas, tudo acontecer em aproximadamente apenas dois segundos. Ao longo da experiência, os detectores da Torre de Queda de Bremen foram capazes de medir a energia cinética dos átomos, permitindo aos pesquisadores calcular a temperatura de 38 picokelvins, a menor já registrada até hoje.

O novo experimento forneceu um novo avanço, uma vez que os pesquisadores afirmaram que esta descoberta pode ser usada para testar as teorias da gravidade em um nível quântico, o que pode gerar novas descobertas dentro deste campo ainda muito misterioso da física.

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