Cientistas criam proteínas capazes de controlar as atividades celulares

Créditos: Superinteressante

Proteínas que foram recentemente criadas através de um estudo permite que cientistas as utilizem para controlar as atividades celulares. Segundo as conclusões da nova invenção, essas proteínas podem ser usadas para “ligar” e “desligar” as atividades celulares.

Neste estudo, a equipe de cientistas desenvolveu as novas proteínas, que podem ser controladas, após utilizarem uma estratégia de projeto de proteína computacional.

O cientista Sailan Shui, assistente de doutorado no Laboratório de Projeto de Proteínas e Imunoengenharia da Escola Politécnica Federal de Lausana, explicou o processo de criação das novas proteínas:  “O primeiro passo foi juntar as duas proteínas sintéticas e garantir que ambas funcionem em conjunto. Uma proteína atua como cimento, colando toda a estrutura, e a outra é um receptor. Também tivemos que encontrar duas proteínas que formassem ligações fortes e estáveis ​​para que permanecessem ligadas. ”

Depois de formar pares de proteínas, a próxima etapa do desenvolvimento do projeto foi encontrar um terceiro tipo de molécula que fosse capaz de ligar a estrutura existente e ativá-la ou separá-la e desativá-la.

Os cientistas projetaram os novos sistemas para responder ao Venetoclax, um medicamento clinicamente aprovado. Este medicamento é usado no tratamento ao câncer, mas o cientista Sailan Shui descobriu um outro uso para ele. Conforme ele informou, a equipe de pesquisadores decidiu transformar o Venetoclax em uma espécie de botão capaz de “ligar” e “desligar” as proteínas.

Em termos mais simples, ele explicou o método utilizado durante a criação: “Quando a droga entra em contato com as proteínas, pode tanto ativá-las quanto separá-las e, consequentemente, desativá-las. Em nosso método, são as moléculas do medicamento Venetoclax que funcionam como um interruptor de luz. São elas que ativam ou desativam as proteínas. Isso significa que ela pode controlar quando as proteínas são ativadas e por quanto tempo”.

Shui ainda falou sobre o resultado buscado por este novo projeto, informando que “a esperança é que esses interruptores’ de proteína possam um dia ser usados ​​como intermediários com células dentro do corpo humano. Poderíamos colocar os ‘interruptores’ de proteína dentro de células específicas, por exemplo, para que eles possam ser ativados quando quisermos”.

O cientista Bruno Correia, chefe do laboratório da Escola Politécnica Federal de Lausana, onde Shui desenvolveu a sua pesquisa e criação, complementou: “Dessa forma, quando estivermos prontos, podemos aplicar este estímulo e observar a resposta celular. Este tipo de circuito de proteína, onde o mesmo composto atende a duas funções opostas, pode ser um método promissor para monitorar a segurança e eficácia de células modificadas”.

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