Capacidade técnica dos servidores gera economia de recursos e qualifica serviços

Agência Aracaju de Notícias

30/10/2021 07h00

Dentro dos trabalhos realizados pela administração pública, parte dos serviços é realizada pela gestão do próprio Município e cabe, ainda, a possibilidade de recorrer a empresas terceirizadas que, por serem especializadas em determinadas atividades, acabam por oferecer um leque atrativo de opções.
 
No entanto, na Prefeitura de Aracaju, grande parcela dos principais produtos e projetos desenvolvidos é articulada e desenvolvida pelos próprios servidores municipais, os quais, munidos de robusta capacidade técnica, expandem qualificada e significativamente a oferta de serviços voltados à população.

Atualmente, a Prefeitura conta com cerca de dez mil servidores ativos e, no âmbito das ações específicas de cada órgão e secretaria, além da bagagem que cada um traz consigo de sua experiência própria e individual, a gestão municipal tem investido, nos últimos anos, em capacitações contínuas, o que aumenta, consideravelmente, o aporte dentro de suas funções e, consequentemente, a qualidade do serviço, o que se reverte em benefícios à população.

Tecnologia a serviço
Um exemplo exitoso dessa capacidade técnica dos servidores municipais é o AjuInteligente, plataforma implantada em março de 2020 para atender, inicialmente, às necessidade advindas da pandemia, e que teve a sua versão final desenvolvida por servidores da Coordenadoria Geral de Tecnologia da Informação (Cogetin), ligada à Secretaria Municipal do Planejamento, Orçamento e Gestão (Seplog).

Premiada na categoria Transformação, do Troféu OnDoc, realizado em agosto deste ano, a plataforma é o meio a partir do qual o cidadão aracajuano pode solicitar diversos serviços municipais online, no endereço eletrônico ajuinteligente.aracaju.se.gov.br.
 
São mais de 900 serviços disponibilizados em um sistema que pode ser acessado 24 horas nos sete dias da semana, sem que seja preciso se deslocar até os órgãos municipais presencialmente para solicitar um serviço municipal. Pela plataforma, o cidadão consegue acompanhar todos os passos do serviço que foi solicitado.

“A urgência da pandemia chegou com uma demanda tecnológica maior e fundamental para atravessar o período, e a Cogetin se esmerou para criar o aplicativo na melhor condição possível. O AjuInteligente teve a sua primeira versão produzida por uma terceirizada, mas tinha alguns problemas de navegabilidade. Com a segunda versão, criada pelos servidores da Cogetin, a plataforma veio com uma nova roupagem, com um conforto visual muito maior e com um alto nível de efetividade, sem oscilações”, ressalta o coordenador geral da Cogetin, Cláudio Luiz da Silva.
 
Economia de recursos
Para o desenvolvimento da segunda versão da plataforma estiveram envolvidos, diretamente, quatro servidores municipais e, entre as vantagens, toda a manutenção ou mesmo criação de um novo serviço é feito diretamente pela equipe, o que também otimiza o trabalho.

“Caso fôssemos recorrer a uma terceirizada teríamos um custo a mais e, normalmente, o fornecedor ele não cobra só para manter, cobra, ainda, o licenciamento para que pudéssemos utilizar que, no mercado, varia entre R$100 mil a R$300 mil, mais ou menos, e teríamos um custo adicional para a manutenção e suporte, algo em torno de R$10 mil mensais. Esse custo nós não temos porque tudo é feito pelos servidores”, salienta Cláudio ao destacar que, hoje, existe uma média diária de quase mil acessos, através da plataforma, ou seja, entre 20 mil e 30 mil demandas mensais atendidas pelo AjuInteligente.

Outra ferramenta essencial criada para atender às demandas da pandemia é o MonitorAju, sistema desenvolvido pela Secretaria Municipal da Saúde (SMS) que permite à gestão municipal monitorar casos suspeitos e confirmados de covid-19, e é um canal para tirar dúvidas sobre a pandemia que pode ser acessado por qualquer aracajuano através do 0800 729 3534, opção 1.

“Ter servidores capacitados é de extrema importância para que possamos desenvolver os serviços essenciais que, com a pandemia, foram ainda mais demandados. Nos últimos anos, tivemos que nos reinventar e, na Saúde, onde o contato com a população é ainda maior, essa demanda foi ainda mais extensa. A pandemia nos exigiu criatividade para que pudéssemos continuar prestando o serviço com qualidade. Sem conhecer novas ferramentas e sem treinamento não haveria como ter essa capacidade”, afirma o coordenador de Tecnologia da Informação (TI) da SMS, Adson Gomes.

Com a experiência vivenciada a partir do MonitorAju, segundo Adson, o intuito é evoluir. “Queremos aproveitar o sistema para fazer outros acompanhamentos, como os de casos de dengue, zika e chikungunya. Com um controle maior da pandemia, podemos direcionar o serviço para outras doenças, também, e expandir, ainda mais, o trabalho desenvolvido para a população”, reforça.

No campo educacional, os servidores da Prefeitura desenvolveram o Sistema Municipal de Acompanhamento da Aprendizagem de Aracaju (SIMAAju). A plataforma, criada pela Secretaria Municipal da Educação (Semed) para unificar o processo de avaliação da aprendizagem dos alunos da rede municipal de ensino, é uma das metas do Planejamento Estratégico da gestão municipal na área da Educação.

“Teríamos que tratar com vários sistemas diferentes para alcançar somente um propósito. Então o que nós do DTI fizemos, junto ao DEB [Departamento de  Educação Básica], foi sentar, avaliar todas as plataformas e constatar que seria viável criarmos a nossa própria. Isso nos possibilita realizar todas as atividades necessárias para as avaliações num local só, onde todos os dados ficam sob nossa posse. Assim, também não teremos nenhum tipo de dependência ao precisar gerar relatórios ou para resolver qualquer outra questão”, explica o diretor do Departamento de Tecnologia da Informação (DTI) da Semed, Caio Dávinis.

Assistência Social
Para que obras financiadas por instituições como o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) possam acontecer e a gestão municipal receba os recursos necessários, é preciso traçar projetos, sobretudo que atendam as comunidades que receberão as intervenções urbanísticas.
 
Assim, o que muitas vezes demanda a contratação de uma empresa terceirizada, na Prefeitura de Aracaju esses projetos são traçados pelos próprios servidores, a exemplo do Projeto de Trabalho Social (PTS) do Programa de Requalificação Urbana “Construindo para o Futuro”, desenvolvido nos bairros Santa Maria e 17 de Março.

Nesse contexto, a Diretoria de Habitação da Secretaria Municipal da Assistência Social elaborou o projeto e iniciou um processo licitatório, o qual tinha por finalidade desenvolver as ações dos eixos que compõem os trabalhos: mobilização e fortalecimento social; desenvolvimento econômico, que tem a ver com geração de trabalho, renda e capacitação das comunidades; e educação ambiental e patrimonial.

“Contamos com uma equipe experiente formada para esse fim, fruto da experiência que se acumulou, ao longo dos anos, dentro da Assistência, um olhar articulado para fora, mas também para dentro, ao compreender suas capacidades. As obras do BID dentro dessas comunidades envolvem ações integradas de diversas secretarias e órgãos municipais e têm como principal foco estimular as potencialidades de cada comunidade, frente aos avanços urbanísticos que estão realizados”, destacou a diretora de Gestão Social da Habitação da Assistência Social de Aracaju, Rosária Rabelo.

Capacitação de recursos
Para que parte significativa das principais obras da Prefeitura possa ser efetivada é preciso promover a organização, execução, acompanhamento e controle das atividades de captação de recursos para financiamento do desenvolvimento municipal e esse trabalho é executado pela Assessoria de Captação de Recursos (Ascap), ligada à Seplog.

O trabalho da Ascap, que é desenvolvimento com o apoio dos assessores de planejamento de cada órgão e secretaria municipal, possibilita a captação de montantes como os U$S 84 milhões do programa “Cidade do Futuro” contratados junto ao Novo Banco do Desenvolvimento (NBD), ou mesmo, que sejam conquistadas Parcerias Público-Privadas (PPP) como a da iluminação pública, que já está em pleno desenvolvimento.

“Toda a captação é feita com base em pesquisas que realizamos em sites dos Ministérios, de instituições e empresas nacionais e internacionais. Quando encontramos um edital que case com o Planejamento Estratégico da gestão, repassamos para as secretarias afins. Para que pudéssemos fazer isso, realizamos capacitações. A grande vantagem de fazermos essa captação dentro da gestão é a financeira. Para se ter uma ideia, se fôssemos contratar uma terceirizada para isso, de 5% a 10% de todo valor captado de cada contrato seria repassado para ela, ou seja, na Prefeitura de Aracaju esse recurso é voltado para obras e serviços”,  frisa a assessora de Captação de Recursos da Seplog, Ana Carla Machado Silva.



Fonte: Prefeitura de Aracajú.

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