O Ocean é do Brasil! MB conclui a compra do porta-helicópteros por 84 milhões de libras e dá à Força um novo capitânia

C2X Task Group Show of Force 07/07/2010 HMS ARK ROYAL, the current R2 Strike Carrier is currently deployed on the Auriga 10 deployment which will see the Portsmouth based Carrier spearheading a Task Group under the command & Control of Commander UK Carrier Strike Group (COMUKCSG) Commodore Simon Ancona. The Task Group is Operating off the Eastern Seaboard of the USA & Canada. Port visits include Norfolk, Mayport, Halifax & Port Canaveral, before the Fleets Flagship return to Portsmouth on 14th August 2010. ARK is currently at sea participating in the US COMPTUEX (C2X) 7 - 24 Jul 10. This is a Major Combat Operation certification exercise for the USS KEARSAGE Amphibious Ready Group (ARG) and 26 Marine Expeditionary Unit (MEU) prior to their deployment. The 17-day exercise will provide the AURIGA Task Group the opportunity to conduct operations with the KSG ARG as well as the UK Amphibious Task Group. The exercise is based on the Treasure Coast scenario with areas of the US East Coast forming the Operating Area. Embarked in ARK ROYAL are 1(F) Squadron RAF and a Tailored Air Group (TAG) of 6 GR9’s, 2 x Marlins’ from 814NAS, 2 x Sea Kings’ from 849NAS and 2 x Lynx from 815NAS, 212 Flt. Please Credit Image to Gregg Macready RN Photographer. HMS ARK ROYAL

Por Roberto Lopes
Especial para o Poder Naval

A Marinha do Brasil (MB) concluiu a operação de compra do porta-helicópteros de assalto anfíbio HMS Ocean (L12), de 21.500 toneladas, que lhe havia sido oferecido, em março passado, pelo Ministério da Defesa do Reino Unido.

O navio chegará ao país ao custo de 84 milhões de libras esterlinas, quantia equivalente, hoje, a 359,5 milhões de Reais, e que, segundo o Poder Naval pôde apurar, será integralmente quitada com recursos da Força Naval.

A finalização do negócio já foi comunicada pelo Comando da Marinha ao Ministério da Defesa, que a aprovou.

O Ocean voltou à base, no sul da Inglaterra, na noite desta terça-feira (19.12), após cumprir uma jornada de aproximadamente quatro meses pelo Mar do Caribe – para socorrer as vítimas do furacão Irma – e pelo Mediterrâneo Oriental, como líder da Força-Tarefa Nº 2 mantida pela Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) de prontidão no Mar Mediterrâneo.

Nas próximas semanas a maior parte da tripulação do Ocean será dispensada para ser redistribuída por unidades da Frota de Sua Majestade – em especial para os porta-aviões Queen Elizabeth e Prince of Walles.

Na manhã de 31 de março de 2018, um sábado, acontecerá a solenidade de baixa do Ocean.

Nesse momento a MB negocia com as autoridades britânicas a realização, na Inglaterra, de um Período de Manutenção Geral no navio – etapa que poderá se estender até outubro ou novembro do ano que vem.

A Marinha do Brasil enviará cerca de 200 militares à Inglaterra, para receber o navio e trazê-lo ao Brasil. Nesse grupo haverá especialistas em manutenção.

Primeiro AH-11B Super Lynx modernizado na Inglaterra

Lynx – É possível que, havendo uma coincidência de datas, o Ocean possa embarcar, para a sua travessia até o Rio de Janeiro, alguns dos helicópteros Lynx da Força Aeronaval que se encontram em modernização na Inglaterra.

A obtenção do Ocean é a mais importante aquisição de um meio naval feita pela Marinha desde que, na metade final da década de 2000, ela fechou negócio para construir quatro submarinos de ataque classe Scorpène no complexo industrial naval de Itaguaí (RJ).

Na Esquadra brasileira o Ocean será o navio capitânia.

O porta-helicópteros opera na Royal Navy com uma tripulação de 285 militares. Ele é capaz de transportar até 18 aeronaves de diferentes portes e funções, além de 830 fuzileiros navais e 180 aviadores e mecânicos de Aviação.

Poder Naval