Folha: Marinha adia decisão de licitação de R$ 6 bi

TCU questiona capitalização para compra de navios; Força diz que só espera dados de concorrentes para ir em frente

Em matéria publicada hoje na Folha de São Paulo, o jornalista Igor Gielow confirma o adiamento da divulgação da “short list” dos concorrentes no Programa Tamandaré pela Marinha do Brasil.

A matéria diz que sob pressões, a Marinha adiou a escolha dos finalistas de uma concorrência para fornecer quatro novos navios de combate ao Brasil e que o processo  tocado de forma expressa, gerou críticas de concorrentes e questionamento de transparência por parte do TCU (Tribunal de Contas da União).

O negócio é visto como central para manter a Marinha operacional na próxima década. Prevê gastar, em oito anos, US$ 1,6 bilhão (R$ 6,2 bilhões se fossem desembolsados hoje) para adquirir quatro corvetas — a primeira seria entregue quatro anos após o contrato ser fechado.

Segundo o almirante Petronio Augusto Siqueira do Aguiar, o adiamento foi necessário porque os nove consórcios que apresentaram ofertas estão devendo informações. “São dados que nos faltam, apenas isso”, afirmou.

Segundo Gielow, causou estranhamento a dois concorrentes ouvidos pela Folha a presença de documentação técnica italiana com parâmetros exigidos do navio. Isso foi relatado à reportagem, mas Aguiar nega ter ocorrido. “Garanto que não tem”, diz.

O almirante diz acreditar que a nova data para a seleção, 30 de outubro, será cumprida, e que o modelo estará finalmente escolhido até o fim do ano.

Segundo concorrentes, que não querem se identificar, o edital é draconiano, e gerou uma barafunda de ofertas incomparáveis pela falta de tempo de apresentá-las.

Na segunda (13), a Marinha conversou com interessados e foram estabelecidos parâmetros de unificação de dados.

FONTE: Poder Naval