Ex-estrategista Steve Bannon diz que encontro de Trump Jr. com russos foi ‘traiçoeiro’

Em resposta às declarações, Trump disse que Bannon ‘não só perdeu o emprego, mas também perdeu o juízo’

Steve Bannon, ex-estrategista-chefe da Casa Branca, classificou uma reunião de um grupo de russos à qual Donald Trump Jr. e autoridades de alto escalão da equipe de Donald Trump compareceram em junho de 2016 de “traiçoeira” e “nada patriótica”.

As informações estão no livro “Fire and Fury: Inside the Trump White House” (‘Fogo e Fúria: Dentro da Casa Branca de Trump’, numa tradução livre), de Michael Wolff. Alguns trechos da obra, que será lançada na quinta-feira (4), foram divulgados nesta quarta-feira (3) para a imprensa.

Bannon expressou menosprezo e espanto com a reunião ocorrida na Trump Tower de Nova York, durante a qual uma advogada russa teria oferecido informações prejudiciais sobre a candidata presidencial democrata Hillary Clinton.

Em resposta às declarações de Bannon, o presidente dos EUA disse que ele “perdeu o juízo”. “Steve Bannon não tem nada a ver comigo ou com minha presidência. Quando eel foi demitido, ele não apenas perdeu seu trabalho, ele perdeu seu juízo”, disse Trump em um comunicado, ressaltando também que Bannon teve pouca participação em sua vitória contra Hillary.

O encontro arranjado pelo filho do presidente dos Estados Unidos também incluiu seu genro, Jared Kushner, e seu então gerente de campanha, Paul Manafort, e se tornou parte de uma investigação federal que analisa um possível conluio entre a campanha de Trump e a Rússia na eleição. Trump nega tal conluio.

De acordo com os trechos do livro, quando o encontro foi proposto, Trump Jr. disse, via e-mail, que “amava” a ideia de ter informações comprometedoras sobre Hillary.

“Os três principais sujeitos da campanha acharam que era uma boa ideia se encontrarem com um governo estrangeiro dentro da Trump Tower, na sala de conferência do 25º andar –sem advogados. Eles não tinham advogados”, disse Bannon no livro, segundo os trechos vistos pela Reuters.

“Mesmo que você achasse que isso não é traiçoeiro, ou nada patriótico ou uma coisa ruim, e acontece que eu acho que é tudo isso, deveriam ter chamado o FBI imediatamente.”

FONTEG1