Mídia ocidental se assusta com ‘revolucionários’ veículos de combate robóticos russos

As características dos veículos de combate robóticos Uran superam significativamente as dos seus concorrentes estrangeiros e podem mudar o equilíbrio de poder nos conflitos militares do futuro, declarou o analista militar Eugene Chow.

O especialista sublinha que esses veículos não tripulados já foram testados em combate. Anteriormente, o Ministério da Defesa da Rússia informou que os sistemas Uran-6 e Uran-9 comprovaram sua eficácia durante a operação militar russa na Síria. Por exemplo, o Uran-6 participou da desminagem de Palmira e ajudou a salvar a vida de milhares de pessoas.

Quanto ao Uran-9, o Ministério da Defesa da Rússia ainda não informou que tenha sido especificamente testado em combate, mas é muito provável que seus testes, bem como os de outras armas modernas russas na Síria, também tenham sido bem sucedidos, escreve Chow em seu artigo para a revista The National Interest, chamando esses sistemas de “revolucionários”.

Os EUA e a China também estão desenvolvendo tanques-robô mas, ao contrário da Rússia, esses países ainda estão avaliando o potencial de utilização dessas armas e tentando superar os problemas técnicos destes veículos de combate.

“Como demonstrou o Uran-9, tecnologicamente já chegou a época dos tanques não tripulados, a questão é que como os exércitos de diferentes países vão usá-los. A Rússia foi o primeiro país a testar essas armas e seus próximos passos podem ter consequências significativas para os outros países”, concluiu o especialista.

O complexo robotizado Uran-6 foi criado para efetuar a desativação de minas. O Uran-9 foi projetado para apoiar unidades no campo de batalha, proteger o pessoal e retirá-lo da linha de fogo inimigo. O veículo é capaz de executar missões em diferentes condições climáticas e geográficas. A máquina controlada por rádio é equipada com um lança-chamas Shmel-M, uma metralhadora PKTM e um canhão automático 2A72 de 30 mm.

FONTE: Sputnik