‘Makassar’ peruano tem provas de mar bem-sucedidas

A Marinha do Peru anunciou, nesta quinta-feira (19.04), que o BAP Pisco (AMP-156), seu primeiro navio-doca de assalto anfíbio e Projeção Estratégica da classe Makassar, iniciou de manera exitosa suas provas de mar.

O cumprimento dessa etapa deixará esse moderno LPD (Landing Platform Dock) pronto para, entre o fim deste ano e o início do próximo, ser comissionado pela Armada Peruana.

Uma segunda unidade do mesmo tipo teve sua primeira chapa cortada recentemente.

Ao contrário de outras marinhas, que divulgam o aprontamento dos seus navios de assalto anfíbio enfatizando a capacidade dual que eles possuem – de operar também como barco de Assistência Humanitária (no caso de desastres naturais) –, os chefes navais peruanos têm ressaltado as capacidades marinheiras e de combate do seu Makassar.

O navio, de 122 m de comprimento, 22 m de largura e 4,5 m de calado, desloca 7.294 toneladas.

Ele foi lançado ao mar a 25 de abril de 2017, todo construído, pela empresa SIMA (Servicios Industriales de la Marina)-Peru, em aço naval de alta resistência dos tipos “A” e “AH 32” (este, específico para embarcações oceânicas de médio e grande portes).

A propulsão é garantida por dois motores diesel de 2.275 kw, três geradores de 500 kw e um gerador de uso no cais. Velocidade operacional máxima: 16,5 nós.

Oteos-N

Mas o que chama a atenção, especialmente de adidos navais estrangeiros lotados em Lima, é a preocupação da Marinha local com o equipamento de autodefesa do Pisco, projetado com a assistência da companhia espanhola Escribano Mechanical & Engineering:

  • um canhão de 40 mm na proa;
  • sistema de defesa de ponto (curta distância) conformado por um equipamento optrônico Oteos-N (plataforma eletro-óptica estabilizada em dois eixos, com giro em 360º e emprego dia/noite), que orientará duas estações de acionamento remoto Sentinel, dotadas de canhões de 30 mm, e quatro estações (também de manejo à distância) do tipo Guardián, equipadas com metralhadoras pesadas de 12,7 mm.

Esse complexo de armas acoplado ao Oteos-N é conhecido, na Armada Peruana, pela sigla SCAMO, de Sistema de Control de Armas por Medios Optrónicos.

Nas atuais provas de mar, o Pisco ainda não transporta nem a peça de artilharia na proa, nem as estações remotas de armamento.

De qualquer forma, a configuração de armas do LPD peruano é comparável ao armamento de autodefesa do navio-doca de assalto anfíbio Sargento Aldea, da Marinha do Chile, que desloca 12.000 toneladas.

A unidade chilena está equipada com três postos de defesa de ponto Simbad, três canhões Breda-Mauser de 30 mm e quatro metralhadoras de 12,7 mm.

Augusta SH-3D Sea King da Armada Peruana pousando na fragata da classe “Lupo” BAP Mariátegui (FM 54)

Sea King

Tripulado por 100 militares, o Pisco pode acomodar outros 457, entre pessoal de Aviação, fuzileiros navais e, eventualmente, equipes extraordinárias de socorristas.

No limite, seu deck de voo é capaz de operar, simultaneamente, dois helicópteros do porte do Sikorsky Sea King, e ainda manter um terceiro em hangar.

A coberta abaixo do convés de voo está apta a receber viaturas (da tropa de fuzileiros) de até 40 toneladas. Além disso, o barco transporta dois lanchões de 23 m, tipo LCU MGP 2000, capazes de operar, inclusive, como unidades de reconhecimento costeiro.