Pentágono está desenvolvendo armas hipersônicas para resistir às capacidades russas

Os EUA tencionam gastar ao menos US$ 1 bilhão (R$ 3,4 bilhões) no desenvolvimento de armas hipersônicas em resposta às capacidades de defesa da Rússia recentemente apresentadas pelo presidente do país, Vladimir Putin.

O Pentágono firmou um contrato com a empresa Lockheed Martin com o objetivo de criar uma espécie de míssil de cruzeiro hipersônico, comunica o jornal Defense News. Se trata de um novo míssil que deverá equipar os aviões da Força Aérea dos EUA.

No âmbito do projeto o Pentágono está disposto a investir US$ 928 milhões (R$ 3,14 bilhões), informa a edição, adicionando que a data da sua realização não é conhecida.

Segundou revelou a representante do Departamento da Defesa norte-americano, Ann Stefanek, o projeto em questão representa uma das medidas necessárias para criar armas hipersônicas. Outra medida é o projeto conjunto da Força Aérea dos EUA e da Agência de Projetos de Pesquisa Avançada de Defesa (DARPA, por sigla em inglês), que prevê o desenvolvimento de armas hipersônicas até 2023.

Em 1º de março, o presidente russo Vladimir Putin, durante seu discurso anual perante a Assembleia Federal (Parlamento bicameral russo), apresentou uma série de novas armas russas que não possuem análogos no mundo. Trata-se do sistema de mísseis Sarmat, drones submarinos, míssil de cruzeiro, sistema de mísseis hipersônicos Kinzhal e armas laser.

Ademais, o líder russo falou sobre a criação do sistema de mísseis Avangard, 20 vezes mais rápidos do que a velocidade do som.Os militares norte-americanos reagiram imediatamente ao discurso de Putin. Assim, John E. Hyten, chefe do Comando Estratégico das Forças Armadas dos EUA, afirmou que os EUA precisam de desenvolver um sistema de radares de posicionamento orbital a fim de fazer frente às armas hipersônicas.

Segundo ele, o Pentágono reconhece que os sistemas de deteção terrestres são insuficientes. Sendo assim, os EUA precisam alocar “somente” vários bilhões de dólares para a criação de um radar orbital.

FONTE: Sputnik